DESCARRILAMENTOS (4)
- Randal Fonseca

- 24 de mai.
- 3 min de leitura
SISTEMA DE COORDENAÇÃO E COMANDO (SCC)
OS OITO FUNDAMENTO DO SCC PARA AS RESPOSTAS BEM-SUCEDIDAS

Devido ao sucesso da Gestão de Emergências aplicada ao município Propenso a Crises, Jane Iniciante como protagonista da implementação do Sistema de Coordenação e Comando (SCC), foi convidada a apresentar os métodos a outras autoridades regionais.
GÊNESIS DO SCC
Em sua exposição Jane ressaltou a gênesis do SCC que teve início há 50 anos nos EUA, e explicou que ao longo desse meio século muitas lições foram aprendidas e introduzidas.
Algumas agências que adotaram o SCC, como é de se esperar diante de inovações, enfrentaram reatividades políticas que as impediram de dar continuidade, enquanto outras falharam em padronizar os recursos, ou não conseguiram cumprir metas. Jane enfatizou que o aspecto mais importante ao lidar com mudanças de paradigmas é ser perseverante.

Jane sendo enfática acrescentou que o sucesso do SCC está fundamentado na capacidade de integrar rapidamente diferentes agências dentro de uma estrutura flexível padronizada.
Jane ressaltou que para isso, é preciso desenvolver e manter um Programa Estratégico de Gestão de Emergências (PEGE) e praticar à exaustão os dispositivos do Plano de Ações.
Ao preparar os recursos, as agências precisam cadastrar especialistas e grupamentos táticos que podem incluir, mas não estando limitado a entomologistas, geólogos, veterinários, climatologistas, engenheiros e até cães farejadores, possibilitando cumprir os mais diferentes objetivos operacionais, sempre de forma economicamente orientada.
Jane reiterou que a coordenação interdisciplinar é o padrão universal do SCC, mas muitos países ainda não aderiram ao sistema devido às crônicas raízes da cultura pragmática que se pronuncia com veemente arrogância: “na hora a gente resolve” que é o oposto do SCC.
A ESSENCIALIDADE DO SCC
Na sua formação acadêmica Jane aprendeu que não pode haver correlação entre a organização do SCC e a estrutura administrativa de empresas ou órgão governamental.
Ou seja, o SCC exige a exclusividade dos títulos de funções e instalações. O SCC foi concebido de forma a evitar que ocorra confusão e má interpretação com as diferentes nomenclaturas e títulos dos cargos e estruturas empresariais e governamentais.

Jane reiterou no Workshop que há empecilhos em adotar o SCC como uma ferramenta independente, devido a recalcitrante determinação de manter a autonomia das agências.
Jane asseverou que ao integrar os recursos no SCC, todos os cargos e funções que as pessoas ocupam nas rotinas das suas organizações desaparecem, prevalecendo o título da atribuição que o indivíduo desempenhará no SCC. Muitos profissionais que ocupam cargos de destaque têm orgulho de suas patentes e não aceitam ou simplesmente discordam em operar sob diferentes títulos atribuídos às funções independentes assumidas no SCC.
A INDEPENDÊNCIA OPERACIONAL DO SCC
Jane explicou, por exemplo, que quando sem aviso um evento indesejável atinge uma localidade, por conseguinte e naturalmente, as atividades civis organizadas são interrompidas. Então, a partir deste instante de excepcionalidade, as rotinas operacionais vigentes nas entidades, sejam elas públicas ou privadas, já não terão mais nada a ver com as atribuições que assumirão no SCC, para controlar a condição: daí terem outros títulos.

FUNÇÕES NA EXCEPCIONALIDADE
Cada evento excepcional, ou seja, cada emergência exige que as funções dentro do SCC sejam acionadas. Logo que o evento é identificado, uma conduta será estabelecida pelo plano de ação na cena.
Compete ao Comando designar os recursos, e compete a CMA aprovar o custeio. É lícito reiterar que mesmo sendo um impacto de pequenas proporções, e que apenas poucos recursos sejam acionados, as atribuições deverão seguir o Plano de Ação na Cena.
SEM IMPROVISOS
Abrangência de Controle é um princípio fundamental para gestão eficaz dos recursos.

É a relação máxima a ser mantida é entre três e sete subalternos para um superior, mas a experiência diz que o ideal é ter cinco subalternos para um superior.
Se o número de subordinados não estiver dentro dessas proporções pode ser necessário expandir ou fundir a estrutura. Existem exceções diante de situações de baixo risco ou em circunstâncias em que os recursos estejam operando fisicamente próximos um com o outro.
TERMINOLOGIA PADRONIZADA
O SCC requer que as designações usem terminologia comum para funções e instalações.

O SCC ADOTA O PORTUGUÊS CLARO.
A terminologia no SCC subentende também uma comunicação com linguagem comum clara, sem o uso de códigos ou jargões das instituições. O Português claro evita erros nas interpretações causados pelos códigos e jargões.
Exemplo de códigos e jargões:
“Setor APHIS em QAP"?
"Aqui é PPQ ID, reportando QRU 10-24”.
Exemplo do Português claro:
“Grupamento 02?"
"Aqui é o Líder do Grupamento 03, terminamos nossa tarefa”.




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