DESCARRILAMENTOS (2)
- Randal Fonseca

- há 10 horas
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A LONGA ETAPA DA PREPARAÇÃO ORIENTADA À PRONTIDÃO
Jane apresentou às autoridades da cidade Propensa a Crises o PPT com as orientações obtidas do Editor Chefe do JGE, que alertavam sobre a necessidade do Gestor de Emergências para implementar o Programa Estratégico de Gestão de Emergências (PEGE).

Diante do conteúdo do PPT, ficou notório que o prefeito e autoridades da Defesa Civil se impressionaram com a ênfase que a Jane deu ao conceito de processo continuado voltado a Educação Pública para Desastres, direcionado a diferentes níveis de audiências.
Jane acresceu que a longa etapa da preparação tem a ver com habilidades técnicas para responder a impactos e recuperar de desastres e retornar ao normal, ou a um novo normal.
A EDUCAÇÃO PÚBLICA PARA DESASTRES
Jane explicou que o Programa Estratégico de Gestão de Emergências deve ser iniciado com a educação formal de alto nível e com a educação superior para formar um gestor de emergências que orienta as políticas públicas da cidade, de forma que os servidores saibam o que fazer corretamente aquilo que estão lá para fazer, como no caso do descarrilamento.

Dentre as atribuições, segundo as orientações do JGE, está a obrigação de ter o POE – Plano de Operações em Emergências, que é a linha de base para cada empresa local desenvolver o PAE – Plano de Ações em Emergências, de forma a integrar esforços cooperados sob a égide do SCC - Sistema de Coordenação e Comando.
Jane explicou que a CMA – Coordenação Multiagência, é onde os políticos e agentes das organizações envolvidas tomam decisões sobre os recursos próprios e de outras jurisdições.
O plano da resposta com recursos cooperados está fundamentado no longo processo da preparação planejada por meio do Sistema de Currículos em todos os níveis de formação.

A educação formal tem o objetivo de envolver os alunos com a resolução de problemas.
No âmbito da educação formal estão inseridas, a educação profissional, a educação para especiais e a educação de adultos sempre com aulas presenciais e não por meio de celular.
Paradoxalmente, dentre todos os níveis de ensino a Educação para Desastres não aparece como exigência, embora todos sejam vulneráveis a impactos de todas as magnitudes.
Há que reiterar ser a educação formal um ensino com natureza cíclica que pode absorver temas de acordo com as necessidades, incluindo professor para ensinar sobre desastres.

A Educação para Desastres ensinada nas escolas permite que os professores insiram as medidas de preparação no conteúdo de quaisquer disciplinas que venham a ensinar.
Uma das principais descobertas é que a maioria dos alunos e professores concorda que a educação para desastres na educação formal é uma estratégia eficaz, que engaja e promove a conscientização dos familiares. Os professores se ressente de as escolas focarem em teorias, sem incluir a "atratividade prática associada as características dos contextos".

ENSINO NÃO-FORMAL PARA DESASTRES
Consiste em um complemento da educação formal direcionada aos contextos e a pessoas de todas as idades, mas não implica em uma estrutura de caminho contínuo, pois pode ser de curta duração e/ou baixa intensidade, como palestras, workshops ou seminários.
As equipes de atividades de aventura, como mergulho, escalada, canoagem, sobrevivência e várias outras especialidades são treinadas a lidar com eventos inesperadas nos contextos.
Os instrutores de Educação Pública para Desastres são voluntários que atuam nas ONGs.

Embora as diretrizes táticas nas atividades de aventura sejam internacionalmente comum, a Educação Pública para Desastres ainda não está inserida nesses contextos. Por que?
A sugestão do JGE explicou à Jane que a Educação para Desastres precisa ser iniciada com voluntários que possam ensinar alunos entusiastas dispostos a aprender a “autoajuda”, “ajuda mútua” e “ajuda colaborativa” na longa etapa da preparação para desastres.
“Ajuda mútua” e “ajuda colaborativa” são tratadas de forma separada, embora o termo “colaboração” atenda a ambas. Na esfera comunitária, a “ajuda mútua” é o termo mais utilizado entre os pares, e “ajuda colaborativa” refere àquela oferecida por estranhos.

O ENSINO INFORMAL PARA DESASTRES
A Educação Informal se caracteriza por ser intencional, mas não é institucionalizada.
Assim, esse ensino é menos organizado e estruturado do que a educação não-formal.
A educação informal é a mais suscetível de ser oferecida por meio de celular e forma autodirigida (na palma-da-mão), perdendo a efetividade, tanto no âmbito da família, como no trabalho, nas escolas e universidades e de forma geral na educação comunitária.

A RTI entende que educação informal é a maior responsável pela Educação para Desastre.
Exemplos podem ser tomados do tsunami no Oceano Índico em 2004 e o terremoto em Tohoku em 2011, pois ambos demonstraram a importância de a população reunir as competências adquiridas com a Educação para Desastres e seguir o plano de resposta.

O principio básico da preparação comunitária é a sobrevivência da população. Para implementar é necessário promover exercícios continuados para desocupar áreas, auxiliar idosos, crianças e animais de estimação, ou seja, a etapa da recuperação de desastres precisa seguir um processo estruturado pela gestão de emergências, envolvendo treinos focados em prioridades de forma cooperada e com comunicação coordenada.
RECUPERAÇÃO DOS SERVIÇOS ESSENCIAIS

A recuperação em curto prazo é concomitante as operações da resposta, incluindo:
Avaliar rapidamente a extensão dos danos e o status de cada serviço essencial: água, energia, comunicação, transporte e saúde.
Estabelecer prioridades que incluem a preservação da vida e as necessidades básicas com a restauração da infraestrutura crítica.
Mobilizar recursos de manutenção e reparo, geradores, caminhões-pipa, suprimentos de saúde, hidratação, alimentação e segurança nas áreas de refúgios, .
Ações específicas priorizam o acesso a hospitais e ao Centro de Operações com CMA.
A recuperação em longo prazo inclui retomar atividades sociais e prevenir interrupções.




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