CRISE DE CONDUTA (2)
- Randal Fonseca

- há 3 dias
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SOCORRISTA ATENDENDO CRISES PSICÓTICAS INTENSAS - EXARCERBADAS

O socorrista não julga e nem tem ponto de vista sobre a causa ou a razão - apenas atende.
TENTATIVA OU AMEAÇA DE SUICÍDIO
Todas as ameaças de suicídio devem ser levadas a sério.
Todos os anos milhares de pessoas, desde adolescentes a idosos, tentam o suicídio.
Os suicidas ingerem ou inalam substâncias tóxicas, saltam de grandes alturas, ou pulam na frente de veículos, cortam os punhos ou pescoço, disparam armas na cabeça, se enforcam.
Nem todas as tentativas de suicídio resultam em morte, e muitos tentarão novamente.

Muitos suicidas são usuários de droga ou álcool, ou sofrem depressão, mas essas pessoas que se predispõem ao suicídio podem mudar de conduta com tratamento psiquiátrico.
Porém, até que o tratamento seja realizado, a pessoa deverá ser considerada como suicida.
A maioria dos suicidas está em crise psicótica e, a ameaça é um pedido de ajuda.
A ameaça de suicídio está associada a uma psicopatologia e não é culpa de ninguém.
COMUNICAÇÃO GESTUAL E/OU VERBAL
Além da comunicação com o suicida, pode ser necessário dar suporte aos familiares.

Centro de Valorização da Vida atende 24 horas pelo telefone 188.
Não é atribuição do socorrista julgar, mas aplicar os primeiros socorros, se necessário.
AGRESSÃO SEXUAL
Uma consideração especial deverá ser dada a vítimas de agressão sexual que tanto podem ser do sexo feminino ou masculino, jovens ou idosas e de quaisquer dogmas ou etnias.
A agressão ou assédio sexual produzem crise emocional e, portanto os aspectos psicológicos no atendimento são importantes. É difícil para a vítima estabelecer uma comunicação sincera com o socorrista do mesmo sexo do agressor. O atendimento não deve ser postergado, exceto se for necessário obter ajuda de socorrista do mesmo sexo.

A prioridade é o bem-estar da vítima: atenda qualquer lesão existente.
Remova trajes se precisar cuidar de ferimentos.
Não deixe a vítima tomar banho.
Não esqueça que a agressão sexual é crime e as evidências deverão ser preservadas.
Mantenha no lugar todas e quaisquer provas materiais.
Não pergunte direta e conclusivamente o que aconteceu.
Preserve a privacidade cobrindo com um lençol ou cobertor.
Não deixe a vítima sozinha em momento algum.
Chame a polícia e o serviço de assistência social da localidade.
MORTE OU PESSOA MORRENDO
O socorrista pode atuar com pessoa morta ou morrendo por causas intencionais.
Em algumas cenas, nada pode ser feito e a vítima morre. Em outros contextos a morte ocorre de forma súbita. Em qualquer circunstância o socorrista deve fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar. Qualquer tentativa de salvar a vida ou dar conforto a familiares de ente querido morto, ajudará no processo do luto de lidar com a morte.
Testemunhar a morte traz medo à tona, mesmo que seja apenas por um breve período.
O socorrista deve conhecer conceitos sobre a morte de modo a conviver com as emoções.
A maioria das pessoas tem medo da morte e de morrer.

Não tenha medo de tocar: de um abraço ou segure a mão, isso dá conforto emocional.
Um socorrista deve perceber a amplitude da situação e auxiliar a todos.
Uma vez que todos os esforços tenham sido feitos para salvar a vida, e a despeito das ações a pessoa morra, considere os aspectos emocionais, a começar pelos familiares e amigos.
Não faça afirmações falsas a respeito da morte.
Apenas diga, por exemplo: “eu estava aqui para ajudar”. Lidar com a morte é uma rotina de trabalho para pessoal da saúde, mas não é a realidade do cotidiano o socorrista ter que tomar parte em processo de luto, ou seja, aquela resposta natural que envolve a depressão.
O socorrista pode estar em contextos em que há morte ou pessoas morrendo. Por isso é importante não se tornar uma pessoa fria, insensível diante da morte ou pessoas morrendo.

Atender emergências médicas de pessoa em estado terminal pode ser muito estressante.
SOFRIMENTO EMOCIONAL
O socorrista, às vezes, se encontra em cenas em que existe pessoa em sofrimento emocional intenso. É importante considerar que nem sempre é possível ajudar essas pessoas de forma ideal. Ocorrências com crianças ou em cenários com múltiplas vítimas estão entre as que produzem os mais elevados níveis de estresse nos socorristas.

O estresse pode evoluir produzindo reações comportamentais que influenciam a vida social do socorrista ao alterar sua saúde mental. Esse fenômeno é chamado de Síndrome de Burnout; um distúrbio de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico intenso.
O Burnout pode ser descrito como "(…) esgotamento relacionado a prestar os socorros".
O Debate do Estresse Decorrente de Incidentes Críticos (DEDIC) ajuda controlar e a superar.

SOBRE O BURNOUT
Por: Herbert J. Freudenberger
O Burnout pode ser percebido como resultado da personalidade competitiva que coloca em perspectiva ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho. O Burnout pode ser percebido como resultado da personalidade competitiva que coloca em perspectiva ser o melhor e sempre demonstrar o melhor e mais alto grau de desempenho.

Um socorrista em Burnout mede a autoestima pela capacidade de realização e sucesso.
O que começa como um tipo de satisfação, termina se o desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, a necessidade de se afirmar e de realizar se transformam em obstinação.
Além de distúrbio psicológico ocorre desgaste físico agudo, gerando fadiga e exaustão.




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