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PRECAUÇÕES UNIVERSAIS

  • Foto do escritor: Randal Fonseca
    Randal Fonseca
  • há 4 dias
  • 4 min de leitura

BIOPROTEÇÃO CONTRA DOENÇAS CONTAGIOSAS


SIGNIFICADO DA BIOPROTEÇÃO

Com o advento da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), doenças como a Tuberculose voltaram a ser problema de saúde pública e os socorristas devem, portanto, aumentar a abrangência das precauções universais e manter a atenção aos tipos de EPI.

É importante obter informação sobre a transmissão das doenças infectocontagiosas.


O razoável é conhecer os métodos e técnicas para prevenir contágio, mas sem desenvolver medos alarmantes, e sem pressupor que a boa intenção de ajudar o tornará blindado.

O conceito da precaução universal é que socorristas e pessoal da saúde devem assumir que qualquer pessoa, em qualquer lugar pode estar contaminada com agentes patogênicos.


PRECAUÇÕES UNIVERSAIS

Esse conceito de bioproteção têm a ver com as diretrizes de segurança voltadas aos atendimentos que envolvam sangue e OMPI. Sabe-se que na maioria das situações não é possível identificar imediatamente se um fluido corporal presente pode ser infeccioso.


OMPI - Outros Materiais Potencialmente Infecciosos


O HIV (AIDS) é transmitido por contato direto com sangue infectado, sêmen ou secreções vaginais. Não há comprovação de transmissão de HIV por suor, saliva, lágrimas, secreções nasais, urina, fezes ou vômito, sem que esses fluídos venham acompanhados de sangue.


A hepatite B é uma doença que pode ser transmitida por relações sexuais sem preservativo, também é transmitida da mãe para filho durante a gestação ou parto e no caso dos socorristas pode ocorrer a transmissão pelo contato com sangue ou fluidos corporais infectados, exceto nas fezes.

A hepatite C é uma infecção transmitida por contato direto com sangue contaminado, ou por compartilhar agulhas, seringas e outros objetos para uso de drogas. Registros apontam que a transmissão também pode ocorrer por erro na esterilização, ou por reutilizar equipamentos médicos ou odontológicos. Também são vias de contágio a hemodiálise, cirurgias, transfusão de sangue e durante a gestação ou parto.  

A hepatite B e a hepatite C podem ser assintomáticas, ou apresentar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal e icterícia.



A Tuberculose está de volta no cenário das infecções como um problema comum. O desenvolvimento de bacilos mais resistentes da Tuberculose tem sido um problema grave para as autoridades sanitaristas. O socorrista fica potencialmente exposto a contaminação, uma vez que a Tuberculose é transmitida pelo ar.


Siga as seguintes recomendações em caso de exposição:

  • Para olhos, mucosas, lave com água em queda livre durante 20 minutos.

  • Esfregue a pele com sabão bactericida a pele que foi exposta.

  • Enxágue bem a pele após esfregar.

  • Cuidado quando lavar ferimentos.

  • Relate imediatamente qualquer exposição ao médico infectologista.

  • Guarde qualquer objeto potencialmente contaminado para ser examinado.


Para os socorristas, a OSHA requer que os gestores responsáveis preencham um relatório relacionando quais são as atividades que agentes podem ficar expostos a patógenos. O empregador deverá cumprir as exigências OSHA de exames clínicos e tratamento médico de qualquer socorrista da organização exposto a infecções.


 ORIENTAÇÕES DA AUTORIDADE SANITÁRIA

a)      Proteja a si e as pessoas ao seu redor tomando as precauções universais.

b)      Lave as mãos com frequência. Use sabão e água ou álcool em gel.

a)      Mantenha distância de pessoas tossindo ou espirrando.

b)      Use máscara quando estiver espirrando.

c)      Não toque nos olhos, no nariz ou na boca.

d)      Cubra seu nariz e boca com a parte interna do cotovelo ao tossir ou espirrar.

e)      Procure atendimento médico se tiver febre, tosse e dificuldade para respirar.


O uso de máscaras com alto fator de proteção (N-95 / N-98) podem minimizar a transmissão de patógenos pelo ar (gotículas grandes e aerossóis). 


PRECAUÇÕES PADRONIZADAS

O conceito de Precauções padronizadas têm a ver com as diretrizes de segurança voltadas aos atendimentos que envolvam sangue e OMPI. Na maioria das situações não é possível identificar com precisão se um fluido corporal presente pode ou não ser infeccioso.


A OSHA recomenda o uso indiscriminado de precauções padronizadas para todos os fluidos corporais. Aderir aos padrões de precauções padronizadas significa usar o EPI e seguir outras diretrizes que tratam das patogenias transmitidas pelo sangue.



Siga as seguintes recomendações em caso de exposição:

  • Para olhos, mucosas, lave com água em queda livre durante 20 minutos.

  • Esfregue com sabão bactericida e enxágue a pele que tiver sido exposta.

  • Cuidado quando lavar ferimentos.

  • Relate imediatamente qualquer exposição ao médico infectologista.

Guarde qualquer objeto potencialmente contaminado para ser examinado.


PLANO PARA CONTROLE DE EXPOSIÇÃO

Deve atender os seguintes objetivos:

  • Identificar as funções e atribuições que necessitam receber o treino.

  • Estabelecer o controle de engenharia e as técnicas necessárias.

  • Especificar o EPI a ser usado.

  • Implementar os conceitos das precauções padronizadas.

  • Obter a vacinação contra hepatite B.


FETICHE DA BOA INTENÇÃO

Como regra geral, é possível afirmar que o agente da Segurança Privada com treino para intervir como socorrista primeiro responsável está, por força da função, assumindo riscos visíveis, como nos casos de assaltos e agressões, e invisíveis, como no caso das doenças transmissíveis e OMPI (outros materiais potencialmente infecciosos).  


Nesta condição, a tendência dos socorristas é de subestimar a importância das instruções e assumir que sua determinação em favor da vida o estará protegido por um “manto vestal”. Não está. A realidade é que no desempenho das atribuições o socorrista estará exposto a riscos reais e precisará colocar sua saúde e vida em primeiro lugar. Ao agir por impulso o socorrista se posicionará entre a fantasia e a realidade das emoções cheias de bravuras.


O sentimento de heroísmo e de abnegação não garantem proteção, pois são apenas um fetiche dos heróis, com origem nos contos infantis e nas produções hollywoodianas.


Não ser engolido pelo objeto

Para evitar ser seduzido pelos resultados que pensa alcançar na proteção dos outros, o socorrista precisa controlar o estresse que ofusca a visão com potencial de causar danos a sua saúde mental e física, incluindo de morte.


O altruísmo tem origem no orgulho e na soberba.

A busca pelo reconhecimento individual afasta o socorrista e não lhe rende privilégios ou a admiração, apenas exibe a falta de consciência e de competência para essa função social.


A vaidade revela quando o socorrista foi engolido pelo objeto no âmbito da sua atribuição.


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