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NÃO ADIANTA CHORAR #2

  • Foto do escritor: Randal Fonseca
    Randal Fonseca
  • 13 de jun.
  • 6 min de leitura

Atualizado: 17 de jun.

O MELHOR É SABER APLICAR A RCP EM BEBES, CRIANÇAS E JOVENS

Os adultos são responsáveis por observar diferenças anatômicas e saber o SBV Pediátrico.


SAIBA MAIS SOBRE O SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) PEDIÁTRICO

As vítimas pediátricas têm estruturas físicas classificadas por idade e peso corporal.

Para as vítimas entre 1 ano de idade até sinais de puberdade as técnicas da RCP têm diferenças essenciais em relação à RCP para adultos que precisam ser observadas.


CONSIDERE O SEGUINTE

Se estiver sozinho e a ambulância não tiver sido chamada:

  1. Aplique 2 minutos de RCP (cinco ciclos de 30 compressões e 2 insuflações) antes de chama. Se houver alguém perto, peça que chame logo a ambulância;

  2. As compressões torácicas na criança são aplicadas apenas com a base de uma só mão, ao invés das duas mãos superpostas como indicado para adultos;

  3. As compressões devem afundar o peito da criança de 4 – 5 cm ou cerca de 1/3 do volume do tórax;

  4. O ritmo deve ser de pelo menos 100 e no máximo 120 compressões por minuto,

  5. As duas ventilações são aplicadas após as 30 compressões;

  6. As ventilações têm duração de 1 segundo cada e devem enviar ar apenas para elevar ligeiramente o peito da criança;

  7. O intervalo (a fração) das compressões para insuflar, não deve exceder 10 segundos.


CONSIDERE TAMBÉM QUE:

A RCP em bebê também tem diferença em relação a RCP adulto, que inclui:

  1. Avaliar o nível de consciência tocando no pé;

  2. Aplicar insuflações boca-a-boca-nariz com duração de 1 segundo cada,

  3. Soprar ar suficiente apenas para elevar o peito;

  4. Voltar a aplicar as 30 compressões apenas com dois dedos;

  5. Afundar o esterno cerca de 3 – 4 cm ou 1/3 do volume do tórax.

  6. A taxa deve ser no de mínimo 100 e não mais de 120 por minuto.


SAIBA COMO LIBERAR A CAVIDADE ORAL

Se as vias aéreas do bebê estiverem obstruídas por secreção, vômito ou sangue, será necessário liberar, deitando o bebê de lado (decúbito lateral), usando os dedos protegidos por luvas para limpar qualquer substância que esteja na cavidade oral.

Se tiver equipamento infantil, será o ideal para aspirar as secreções.


Ao aspirar a cavidade oral:

  1. Certifique-se de estar usando o terminal (cateter) para cavidade oral pediátrica;

  2. Nunca insira a parte distal do cateter em regiões da boca que não possa ver;

  3. Para aspirar o nariz do bebê use cateter flexível ou sugador tipo pera;

  4. Lembre-se, até os seis meses de idade os bebês só respiram pelo nariz;

  5. Nunca aspire por mais de 5 segundos consecutivos;

  6. Ventile antes de voltar a aspirar.


CUIDADOS ESPECIAIS

Crianças pequenas respiram melhor com o pescoço na posição neutra. Hiperestender o pescoço obstrui as vias aéreas, devido a flexibilidade das estruturas do pescoço.


O bloqueio das vias aéreas por objetos estranhos é comum na fase de gatinhar.


Se puder ver o objeto remova com cuidado, não toque no palato do bebê. No entanto, se o objeto não puder ser visto ou mesmo se puder ver, mas entender que não conseguirá retirá-lo, não tente remover se a vítima estiver respirando, devido ao risco de transformar o bloqueio parcial em bloqueio total.


Uma criança com obstrução parcial das vias aéreas, provocado por um objeto que não esteja visível, deverá ser removida para um hospital. Preferencialmente, a criança deverá ser mantida nos braços de um adulto, a mãe por exemplo. Isso aumenta o apoio psicológico tanto para os pais quanto para a criança, e permite evitar que a criança mexa no objeto.


Na maioria dos casos os pais se dão conta da gravidade e conseguem manter a calma e trabalhar a favor da vítima, auxiliando o socorrista a aplicar os procedimentos que incluem:


SE O SOCORRISTA TIVER TREINO DEVERÁ:

  1. Posicionar a máscara de oxigênio cerca de 2,5 – 5 cm afastado da face;

  2. O oxigênio facilitará a respiração e acalmará a criança;

  3. Monitorar e impedindo que a obstrução parcial se transforme em obstrução total.


RECONHEÇA A OBSTRUÇÃO TOTAL DE VIAS AÉREAS

Nesse caso, o ar não passa pelo objeto estranho e restarão 3 – 4 minutos antes que ocorra lesão permanente do cérebro. A criança engasgada levará as mãos ao pescoço.

Sinal universal do engasgo


OS SEIS PASSOS PARA DESENGASGAR JOVEM CONSCIENTE

Procedimentos para desobstruir vias aéreas da criança consciente incluem:

  1. Se a criança parar de tossir com força, ficar agitada ou levar uma ou ambas as mãos ao pescoço, sinalizará que não está conseguindo respirar;

  2. Fique posicionado por trás da criança;

  3. Envolva a criança com os braços na altura da cintura, sem comprimir as costelas;

  4. Apoie uma das mãos fechada, com o polegar virado contra o abdômen da criança, na região logo acima do umbigo;

  5. Segure o punho fechado com a outra mão, como mostra a figura abaixo;

  6. Produza compressões rápidas para dentro e para cima, para expulsar o objeto.


PARA DESENGASGAR CRIANÇA INCONSCIENTE ATÉ 8 ANOS DE IDADE

Para desobstruir as vias aéreas da vítima inconsciente aplique a RCP Convencional indicada para criança de até 8 anos de idade e observe a boca antes de insuflar.

  1. Inicie a RCP aplicando 30 compressões no peito;

  2. Antes e insuflar, examine dentro da boca;

  3. Se puder ver um objeto, remova e depois insufle;

  4. Se não puder ver o objeto aplique as duas insuflações;

  5. Continue: 30 compressões e examine dentro da boca;

  6. Se puder ver objeto, remova, se não puder, insufle;

  7. Se estiver sozinho, aplique 2 minutos de RCP antes de chamar a ambulância;

  8. Se houver alguém peça que chame logo a ambulância.


ATENÇÃO: nunca aplique a RCP Só-compressões em crianças e bebês.


SAIBA COMO DESENGASGAR UM BEBÊ CONSCIENTE

Se o bebê não conseguir chorar, tossir ou respirar:

  1. Mantenha o bebê deitado com a barriga sobre seu antebraço;

  2. Apoie seu antebraço sobre sua coxa, mantendo seu joelho flexionado (aproximadamente 45º graus, se estiver em pé);

  3. Sustente a cabeça do bebê com sua mão ao redor da mandíbula;

  4. Mantenha o bebê inclinado para o chão;

  5. Aplique até 5 tapinhas entre as escápulas.

Se ainda assim o bebê não respirar:

  1. Transfira o bebê para o outro antebraço com a face para cima, inclinado para o chão;

  2. Sustente a cabeça do bebê na sua mão;

  3. Coloque 2 dedos no osso esterno, entre os mamilos;

  4. Aplique 5 compressões no peito, uma por segundo, com 4 cm de profundidade;

  5. Continue repetindo a técnica de 5 tapinhas entre as escápulas e cinco compressões cadenciadas no peito até que o objeto seja expelido ou o bebê fique inconsciente;

  6. Se estiver sozinho e o bebê ficar inconsciente, chame a ambulância após 2 minutos tentando desengasgar.



SAIBA COMO DESENGASGAR UM BEBÊ INCONSCIENTE

  1. Deite o bebê sobre uma superfície plana, rígida e nivelada;

  2. Posicione o seu dedo médio e o anelar logo abaixo a linha dos mamilos;

  3. Aplique 30 compressões para afundar o peito 3 - 4 cm ou 1/3 do volume do tórax;

  4. As compressões devem manter um ritmo de 120 por minuto;

  5. Após 30 compressões, antes de insuflar, observe a boca;

  6. Remova qualquer substância que puder ver;

  7. Se não puder ver, aplique as 2 insuflações boca-aboca-nariz;

  8. Continue a RCP até o bebê respirar ou a ambulância chegar.




OBJETO ESTRANHO ENGOLIDO

Objetos pequenos poderão provocar obstrução de vias aéreas ou ser engolidos.

Se o objeto for pequeno e redondo, como bolas de gude, contas, botão ou moedas, geralmente passam pelo sistema digestório da criança e são excretados.


Objeto afiado, alfinete ou grampo de cabelo são especialmente perigosos.

Ao constatar que a vítima engoliu um objeto ou se tiver razões para suspeitar que isso ocorreu, providencie remoção rápida para um hospital, para localizar e remover o objeto que poderá estar ao longo do trato digestório.


DIFICULDADE RESPIRATÓRIA (DISPINEIA)

A dificuldade para respirar indica um problema que requer atenção médica imediata.

Em geral evolui rapidamente para parada respiratória.

Os seguintes sinais estão associados à dificuldade respiratória:

  1. Taxa respiratória + 60 por minuto em bebês;

  2. Taxa respiratória + 40 por minuto em crianças;

  3. As abas do nariz se alargam a cada respiração;

  4. Retração da pele entre as costelas e músculos do pescoço;

  5. Respiração ruidosa na inspiração;

  6. Cianose da pele ou mucosas;

  7. Estado mental alterado;

  8. Combatividade ou agitação.


FIQUE ATENTO:

Se qualquer desses sinais estiver presente, procure determinar a causa.

Coloque a vítima em uma posição confortável, geralmente sentada reclinada e com as pernas ligeiramente flexionadas. Administre oxigênio se disponível e tiver treino.


Monitore a respiração e providencie remoção rápida para um hospital.

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