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MATRIZ DE VULNERABILIDADES

  • Foto do escritor: Randal Fonseca
    Randal Fonseca
  • há 19 horas
  • 6 min de leitura

A matriz pontua a dinâmica e classifica a gravidade e frequência das ameaça.

O passo principal é saber identificar a dinâmica das ameaças.


Preferencialmente, o profissional encarregado das análises e pontuações das ameaças deverá estar familiarizado com a terminologia disponibilizada em um Glossário Técnico.


Esses saberes estão afetos aos gestores de emergências, mas essa especialização é rara.


Como solução, alternativamente, as ameaça podem ser identificadas pelo Médico do Trabalho e por técnicos e engenheiros de segurança. O importante é formular questões objetivas para que as respostas traduzam a vulnerabilidade da organização a ameaças.


É lícito reiterar que uma ameaça expressa uma condição dinâmica, associada a probabilidades de um perigo atravessar pela vulnerabilidade e impactar a produção, a saúde, propriedades e ao meio ambiente. Uma ameaça estará associada a um perigo.


SOBE OS PERIGOS

Para cada perigo identificado será necessário analisar o risco de a ameaça impactar e a partir daí, determinar e classificar a vulnerabilidade. Com esses dados em perspectiva, os avaliadores atribuem valores pré-definidos de Gravidade e Frequência do dano provável que o perigo provocará e, com isso, fazer a Classificação (ou Classe) da vulnerabilidade.

Sabemos que as sociedades complexas ficam sujeitas a perigos objetivos e subjetivos.


Dessa forma, uma ameaça subjetiva tem potencial de desafiar a análise conceitual e com isso em perspectiva, e visando aprimorar a percepção e auxiliar nesta missão a NFPA – National Fire Protection Association (EUA) elencou os perigos potenciais.


CRITÉRIOS NFPA PARA CLASSIFICAR AS VULNERABILIDADES


Gravidade: corresponde a PROBABILIDADE de o perigo causar impacto.

  1.   Nula

  2.   Baixa

  3.   Média

  4.   Alta

  5.   Crítica


Frequência: corresponde a PERIODICIDADE potencial de o perigo causar impacto.

A.  Insignificante

B.  Pontual

C.  Ocasional

D.   Significante

E.    Frequente


Classe: corresponde a dimensão de o impacto produzir danos, perdas e sofrimento.

1.    Desprezível

2.    Muito baixa

3.    Baixa

4.    Moderada

5.    Média

6.    Alta

7.    Muito alta

8.    Catastrófica

EXEMPLO DE VULNERABILIDADE

PERIGO:

Tromba d´água: fenômeno que atinge cidades costeiras durante o verão brasileiro, causando sofrimento humano, produzindo danos ambientais e patrimoniais.


CLASSIFICAÇÃO DA VULNERABILIDADE: 

Tromba d´água atingir a cidade de Brasília (DF).

  • Gravidade: PROBABILIDADE nula – (I)

  • Frequência: PERIODICIDADE ocasional – (C)

  • Classe: DIMENSÃO desprezível (1)

a)   Frequência X Gravidade

b)   Frequência X Impacto financeiro



OBJETIVIDADE E SUBJETIVIDADE DOS PERIGOS

Nem sempre são as falhas de segurança que liberam os perigos atravessam uma ou mais vulnerabilidades. Alguns perigos são subjacentes a atitudes ou costumes, ou estão objetivamente associados a técnicas ou procedimentos confusos ou ineficazes.


Uma vez que o perigo, objetivo ou subjetivo, seja identificado e fique constatado que a organização precisará conviver com aquela ameaça, será então necessário mitigar e preparar para responder e recuperar dos danos, impedindo falhas após a primeira.


LISTA DE PERIGOS PUBLICADA PELA NFPA

Esta lista não se propõe a conter todos, mas reflete as categorias gerais que precisam ser avaliadas e incluídas na identificação de ameaças. Os perigos na instituição devem ser incluídos sob as seguintes categorias:


1. Perigos naturais com potencial de causar impactos na organização (pessoas, propriedades e meio ambiente):


A) Perigos geológicos (não inclui asteroide, cometa e meteoro):

a) Terremoto

b) Tsunami

c) Vulcão

d) Deslizamento de terras, lama e movimentos da crosta

e) Glaciais, iceberg


B) Perigos climáticos (Intempéries):

a) Inundação, enxurrada, onda, corrente marítima

b) Seca

c) Fogo (florestal, matas, urbanos, e nas interfaces)

d) Neve, gelo, geada, avalanche

e) Vendavais, ciclone extratropical, furacão, tornado, tromba-d’água, nuvem de poeira

f) Temperaturas extremas (calor, frio)

g) Queda de raio

h) Fome

i) Tempestade geomagnética (explosão solar)


C) Perigos biológicos:

a) Doenças que surgem e impactam humanos ou animais [pragas, Varíola, Antraz, vírus do Nilo, doenças bucais e cutâneas, SARS, pandemias, Vaca louca]

b) Infestação ou danos causados por insetos ou animais


2. Eventos provocados pelo homem:


A) Incidentais

a) Derrames ou vazamentos: produtos perigosos (explosivos, líquidos inflamáveis, gases inflamáveis, sólidos inflamáveis, oxidantes, venenos, radiológicos, corrosivos).

b) Explosão/fogo

c) Transporte

d) Colapso de estrutura/edificação

e) Falta de energia ou falha nos serviços essenciais

f) Falta de combustível

g) Poluição ou contaminação do ar e da água

h) Falha de barragem ou de represa

i) Problemas financeiros, crise econômica, inflação e colapso do sistema financeiro

j) Interrupção nos sistemas de comunicação

k) Boatos ou informação errada


B) Intencionais

a) Terrorismo (explosivos, químicos, biológicos, radiológicos, nuclear, cibernético)

b) Sabotagem

c) Distúrbios sociais, sequestro público, histeria coletiva, movimentos civis.

d) Ataque inimigo, guerra

e) Insurreição, revolução

f) Greves e disputas laborais

g) Desinformação

h) Atividade criminal (vandalismo, armação, fraude, estelionato, roubo de dados)

i) Pulso eletromagnético

j) Quebra de segurança em informações físicas

k) Violência no local de trabalho

l) Contaminação por defeito em produto industrializado

m) Assédio

n) Discriminação


3. Falhas tecnológicas não-relacionadas às naturais ou provocadas pelo homem:

a) Computador central, Software, ou aplicativos – internos e externos

b) Equipamentos de suporte auxiliar

c) Telecomunicações

d) Energia/força/serviços essenciais


INFORMAÇÕES ESTRATÉGICASPODEM INCLUIR SABER SE:

1.       A organização possui sistema único para receber chamadas de emergências?

2.      O chamador recebe do controlador instruções “pós-envio” para segurança na cena?

3.      O controlador mantém o chamador na linha e repassa informações pré-chegada?

4.      O controlador extrai do chamador informações para classificar a queixa principal?

5.      O controlado tem acesso a algoritmos para categorizar os recursos e enviar à cena.

6.      O PAE inclui os planos auxiliares de Operações e de Regulação Médica?

7.      As chamadas de emergência ficam registradas em Banco de Dados?

8.      Os dados são cruzados e publicados em relatórios consolidados?

9.      Os dados são utilizados para criar os cenários nos simulados?

10.  A brigada é constituída como uma ONG?

11.  As lideranças sabem integrar o SCC (Sistema de Coordenação e Comando)?

12.  O tempo-resposta dos socorristas está pré-definido e aferido?

13.  As lideranças estão preparadas para integrar a CMA (coordenação Multiagência)?

14.  Os treinos para resposta incluem integração com equipes externas?

15.  A Matriz de Vulnerabilidades é revisada continuamente?


EXEMPLO DE ESTRUTURAÇÃO DAS QUESTÕES PARA A CLASSIFICAÇÃO



SUBSÍDIOS DA ESTRUTURAÇÃO

Os custos de resposta, os esforços de recuperação dos impactos por desastres naturais aumentaram consideravelmente ao longo do tempo. Embora exista em curso um debate significativo sobre a razão para este aumento, alguns especialistas têm observado que o número de desastres anuais vem aumentando de gravidade e quantidade, demandando

aumento nos fatores da infraestrutura de proteção e tratamento das vulnerabilidades.


A Gestão de Emergências exige tecnologias para coletar e compartilhar dados para se ter informações e realizar análises. Isso requer prática laboratorial para adquirir as habilidades para operar ferramentas informacionais essenciais a investigação da vida real.


PRÁTICAS E HABILIDADES

Os gestores de emergências empregam métodos para desenvolver e implementar os planos de emergências a partir da perspectiva de uma gestão integrada. Os gestores com essa especialização identificam recursos essenciais e promovem a formação de equipes.

O sistema informatizado auxilia a preparar programas avançados para obter melhores níveis de resiliência, sem a necessidade de investimentos vultosos.



ARGUMENTOS HISTÓRICOS

Proteção do trabalhador teve início em 1913 com a criação do NSC na cidade de Chicago. Com o advento das estatísticas, leis, normas e programas de qualificação profissional, o foco recaia no direito de o trabalhador poder “voltar a casa da mesma forma que saiu!”.


SUGESTÃO DE GLOSSÁRIO TÉCNICO

Ação corretiva. Para eliminar a causa de uma não-conformidade identificada ou outra situação indesejável (OHSAS 18001:2007).

Ação preventiva. Para eliminar a causa de não-conformidade (OHSAS 18001:2007).

Emergência ambiental. Evento natural que ao impactar provoca algum tipo de dano a pessoas, propriedades e/ou meio ambiente.

Acidente. Evento não planejado que provocar morte, danos à saúde, lesão, perdas materiais. OHSAS 18.001:1999 – Occupational Health and Safety Assessment Series.

Agente de Emergências Médicas. Funcionário ou colaborador voluntário treinado para atender vítimas com primeiros socorros, SBV – sem manobras invasivas.

Autoridade Excepcional de Emergência. Profissional que substitui o CEO e as lideranças superiores das organizações nas respostas a impactos, atuando segundo as provisões e dispositivos do Plano de Ações em Emergências.

Brigada Industrial. Equipe formada por funcionários voluntários, treinados/qualificados para prevenir e controlar incidentes de ordem natural ou produzidas pelo homem, que ameacem o meio ambiente, os bens de patrimônio e/ou a vida.

Coordenação e Comando. Sistema de serviços para controle dos recursos de resposta.

Coordenação Multiagência. Sistema que reúne a direção superior das organizações envolvidas no controle de eventos para tomarem decisões sobre o uso dos recursos e somar esforços das agências para controlar emergências complexas.

Dano ambiental. Alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente. Ed./2002 – Art. 1º da Resolução CONAMA 1, de 23/01/1986);

Debate sobre o Estresse Decorrente do Incidente Crítico (DEDIC). Programa formal dotado pelas instituições para auxiliar os profissionais a controlar os efeitos do estresse experimentado durante os atendimentos às emergências.

Plano de Ações em Emergências. Plano escrito requerido pela OSHA Standards [29 CFR 1910.38(a)] para facilitar e organizar as ações de empregados e empregadores, no controle de emergências no local de trabalho.

Procedimento. Forma especificada para executar uma atividade (OHSAS 18001).

Risco. Uma linha imaginária que divide uma condição ou local seguro de outro inseguro.

Sistema de Telecomunicações de Emergência. Com objetivo de controlar o envio de recursos e prestar suporte técnico durante todo o tempo em que durar a emergência.

Suporte Avançado de Vida (SAV). Monitoramento cardíaco, intubação, administração de drogas, procedimentos avançados de trauma realizados pelo MIS, e remoção após a estabilização dos sinais vitais para instituições hospitalares pactuadas pela REM.

Suporte Básico de Vida (SBV). Vias aéreas, RCP, DEA, controle de sangramentos, imobilizações, e outros procedimentos iniciais de primeiros socorros imediatos .

Tempo-resposta. O intervalo entre a chamada de emergência e a chagada dos recursos.

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