top of page

ESTRESSE DO SOCORRISTA (6)

  • Foto do escritor: Randal Fonseca
    Randal Fonseca
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A SÍNDROME DE "CORRER OU LUTAR"


O conceito primordial de "obter alimento e se livrar de virar alimento".

As reações que produzem o estresse, em síntese é descrita como “luta ou fuga”.


A síndrome de correr ou lutar está relacionada aos primórdios das necessidades básicas dos humanos, quando enfrentavam desafios, de “obter alimento e se livrar de virar alimento”. 


Diante da fome ou na iminência de ser comido o sistema endócrino libera hormônios com a finalidade de preparar a pessoa tanto para fugir de uma fera, como para correr atrás da presa para matar e se alimentar.

O sistema nervoso simpático estimula as glândulas adrenais, liberando as catecolaminas que aumentam o batimento cardíaco, a pressão arterial e frequência respiratória.

Em síntese os hormônios preparam o animal para lutar, matar, e não morrer.


PRIMEIRO SINAL DE CIVILIZAÇÃO

No reino animal se uma criatura quebra o fêmur, ela morre.

Nenhum animal sobrevive sozinho um tempo suficiente para o fêmur partido curar.

Na imagem se pode constatar um osso fêmur com cicatriz de fratura solidificada.


Segundo a antropóloga Margaret Mead (1970) é um fêmur partido e curado que indicaria o primeiro sinal de civilização. Não há como correr, lutar ou beber água sem um fêmur hígido.


Um fêmur fraturado que curou, prova que alguém em segurança ficou a cuidar da ferida até a pessoa se recuperar. Então, ao ajudar alguém a passar pela dificuldade é percebido como o “ponto de partida da civilização”.

Para a antropóloga, a relação entre a ciência e a história de civilizações pode ter a distância de 26,74% da altura de uma pessoa, ou seja, o tamanho de um fêmur. 


EMPATIA NOS AGRAVOS DE SAÚDE

Algumas situações acentuam o estresse.

Eventos com agravos de saúde têm potencial de produzir níveis elevados de estresse, mas quando a vítima tem semelhança com entes queridos, por exemplo as crianças pequenas e os bebês que todos têm aparências similares, produz níveis de estresse nos socorristas.

Da mesma forma, pessoas com idades avançadas passam a apresentar semelhanças.


Quando atendem lesões graves, os socorristas tendem a estabelecer certa afinidade devido a aparência com o outro. Essa relação de empatia com a vítima tende acentuar as descargas emocionais – o estresse do socorrista nesses casos têm sido uma realidade.


Ao atender pessoa morrendo ou que morre logo ao iniciar o atendimento, ou ato de violência contra grávidas, são exemplos de episódios com elevados níveis de estresse.

Também, socorristas relatam ter experimentado altos níveis de estresse ao responder a chamadas com múltiplas vítimas ou grande número de feridos graves e mortos.


Eventos complexos disparam respostas fisiológicas que interferem no comportamento, provocando esgotamento com sequelas mentais duradouras descritas como o Burnout.


TERAPIAS PARA BOURNOUT

O Burnout pode ser descrito em português como “Desgaste Funcional”. Essa é uma condição que “corrói” o ânimo do socorrista primeiro responsável e que compromete a vontade e motivação em obter bom desempenho, não apenas nos atendimentos às emergências médicas, mas em todas as coisas que faz.


As lideranças devem ativar o sinal de “alerta” se ouvir “Por que devo me preocupar?” com mais frequência do que ouvir o socorrista dizendo “claro, seria um prazer...”.



Comentários


bottom of page