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EDUCAÇÃO EM NOVOS TEMPOS

  • Foto do escritor: Randal Fonseca
    Randal Fonseca
  • 1 de abr.
  • 4 min de leitura

Em graus variados, o sucesso do engajamento de segurança não pode ser alcançado.


Não é possível que os funcionários sigam diretrizes de segurança que isentam as lideranças.

Em outros termos, quando as táticas são segmentadas os colaboradores encontram um motivo poderoso para "desistir". Ou seja, se os funcionários não perceberem consistência nas propostas que promovem o engajamento e não entenderem o valor agregado aos que engajaram, ou ainda, não introjetaram a importância de coordenar ações, os indivíduos nunca se destacarão como um grupamento com propósitos afins.



Mas, as experiências que resultaram em engajamento efetivo demonstram que o sucesso foi alcançado quando todos os níveis hierárquicos, sem exceção de ninguém se uniram, e isso criou as condições para que os funcionários acreditassem e se empenhassem em preparar para responder a ameaças potenciais. O conceito implícito a “ameaças potenciais” leva a percepção dos colaboradores para além das ameaças previsíveis, mas que já estão dentre as probabilidades.


As lideranças são responsáveis pelos níveis de engajamento de segurança das equipes.


Os superiores precisam demonstrar confiança nas antevisões dos subalternos, nas projeções, no valor das habilidades, na capacidade de previsibilidade e de estarem dispostos a garantir níveis abrangentes de preparação: a prontidão além das rotinas.



O engajamento não deve parar nas portas do escritório.

A empresa deve enfatizar que a qualidade de vida dos entes queridos é tão importante quanto a dos próprios funcionários. Para alcançar essas metas visionárias é preciso que a equipe participe abertamente das decisões e propostas de altos níveis.


A força do empreendimento resulta da somatória de percepções dos engajados.


A INTEGRAÇÃO MULTI EMPESARIAL

Se um indivíduo está em seu emprego apenas para ganhar um salário, o esforço que ele dedica nunca será comparável àqueles que acreditam nos resultados integrados que vão para além das empresas, que alcançam suas famílias e comunidade.



Como já abordamos em artigos anteriores, conectividade e responsabilidade são vitais para o conceito de engajamento em segurança. Isso porque avaliações anuais de desempenho simplesmente não são suficientes para criar e incutir mudanças duradouras.


Como afirmou a Harvard Business Review: "A responsabilidade é [do funcionário] e começa com o desenvolvimento de uma crença ou hábito mental de que os líderes são responsáveis pela qualidade e pontualidade de um resultado, mesmo quando nesse aspecto estejam incluídas as eventualidades, “as emergências", díspares ou improváveis.



Comunicação ativa, reuniões semanais, demonstrações públicas - todas são excelentes maneiras de conectar o líder com sua força de trabalho dentro de um ambiente social.


O sucesso está relacionado em permitir que os funcionários assumam a responsabilidade por suas posições; busquem obter informações sobre assuntos, mas que conecte com ameaças que possam afetar seus familiares, colegas e amigos.


Ao consolidar essa percepção os trabalhadores passam a expressar a gratidão pelo trabalho árduo das lideranças e deles, de forma que a recompensa seja a diferença nos resultados positivo, quando testemunham suas rotinas sendo colocadas sob ameaça.


Em resumo é possível constatar que aprender com a experiência dos outros é melhor do que experimentar os impactos para aprender a lição.


TUDO SE RESUME À HUMANIDADE

Os indivíduos não devem se sentir como engrenagens descartáveis.



Os trabalhadores devem conhecer e compreender seu valor e ser reconhecidos quando vão além do seu dever. Isso produz sentimentos mais positivos sobre a organização e, por sua vez, conduz a uma autoestima mais positiva sobre suas próprias realizações. Essa conexão emocional levará a mais produtividade, resultados operacionais e, o melhor de tudo, a um ambiente de trabalho com engajamento de segurança, tornando o ambiente mais seguro.


Portanto, embora seja importante ter diretrizes de segurança reforçadas, é igualmente importante recompensar aqueles que se esforçam para garantir que o trabalho seja bem-feito e que as pessoas ao seu redor estejam sempre seguras.



As mudanças são perceptíveis no âmbito da organização. As pessoas devem se sentir recompensadas pelo trabalho que realizam e compreender que desempenham um papel importante no sucesso geral do empreendimento que atua no seio da sociedade.


Esta é uma das razões pelas quais o engajamento com a segurança e a preparação para responder e recuperar de impactos constroem um conceito tão poderoso: incomparável.


Todos se beneficiam da equipe que trabalhe com foco em um resultado comum, ou seja, que trabalhe “conosco” em vez de “para nós”. Esse é o verdadeiro poder da empresa.


O conceito de engajamento em segurança foi desenvolvido ao longo de décadas de experiência. A pesquisa neste campo deixa claro que, ao aliar padrões de segurança ao engajamento ativo, é possível construir ambientes propícios a mudanças em longo prazo.



Ao expressar sua genuína gratidão por aqueles que se esforçam mais ou cumprem os padrões, todos engajam no propósito de construir camadas adicionais de Segurança.


No meado do século 20, Margarete Mead em um de seus artigos destacou que “Chegamos ao ponto (...) em que temos de educar os profissionais para desempenhar atribuições (...) para assumirem funções e responsabilidades que ninguém ainda sabe quais são, mas que alguns terão de saber amanhã, para gerir os desafios que a organização enfrentará.”



Então, já estamos dentro desses desafios e ainda continuamos a utilizar métodos do século 19 para ensinar e aprender. É evidente que o método de ensino jesuíta seiscentista ainda esteja sendo mantido, mesmo quando substitui os quadros de giz pelas telas digitais.

A mudança nos métodos de ensino-aprendizado precisa ir além, muito além, ao requerer que cada aluno aprenda segundo o seu próprio compasso, selecionando os temas e tópicos de acordo com suas demandas dentro tempos curtos de explicações objetivas.


Educação corporativa na palma da mão atende aos novos tempos, previstos há 70 anos. 



Em outros termos, os treinos são interessantes e os temas elevam as competências de forma que participantes integram esforços com os agentes de segurança pública, como polícias, bombeiros e pessoal do SAMU, incluindo equipes da iniciativa privada, como veterinários, escaladores, aviadores, mergulhadores, navegadores, por exemplo.






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