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DESEMPENHO E DEBRIEFING

Foto do escritor: Randal Fonseca
Randal Fonseca
há 14 horas
6 min de leitura

O requisito de desempenho esperado de um agente de resposta incluem padrões de qualificação para especialidades em cada posição ocupada pelos membros da equipe.

Um agente deve ser capaz de executar tarefas com sucesso, mas intercorrências como vítimas em estado grave e morte na cena, têm potencial de alterar a conduta.

O debriefing possibilita fazer uma revisão dos parâmetros de proficiência e habilidades.


AS OITO PARTES DO DEBRIEFING

  1. É conduzido logo após um Período Operacional da Resposta.

  2. Tem a finalidade de aliviar as tensões ao permitir exteriorizar emoções.

  3. Inclui a revisão das ações com propósito educacional

  4. Reduz o estresse sobre falha no desempenho de um ou outro membro da equipe.

  5. É conduzido com questões que suscitam reflexão e solidariedade dos recursos.

  6. Tem caráter estritamente confidencial.

  7. É um tipo de psicoterapia de grupo e não um tratamento psicológico.

  8. Tem a finalidade de colocar uma situação ruim para análise fria, sem emoções.


  • Reduzir o impacto emocional da resposta.

  • Acelerar a recuperação dos recursos expostos a eventos extraordinários.

  • Ser realizado dentro das 24 horas após a resposta.

  • Orientar os:

    a.   Envolvidos diretamente, familiares e lideranças.

    b.   A não trazerem celulares.

    c.   A não gravar vídeo, áudio ou por escrito.


ATIVIDADE PERMANENTE

A)        Profissionais da Saúde Mental.

B)         Programa de educação e prevenção de problemas emocionais.

C)         Recursos adicionais de apoio emocional.

D)        Apoio aos familiares dos recursos de resposta.


ADITIVOS A SEREM APLICADOS QUANDO

A)        Exceder a capacidade dos resposta.

B)         Os efeitos atingirem o psicoemocional dos recursos.

C)         O profissional da saúde mental indicar.



O DEDIC é sempre aplicado nos casos de:

  • Morte de recurso na cena.

  • Suicídio de recurso.

  • Recurso gravemente ferido na cena.

  • Cena com múltiplas vítimas.

  • Cenas envolvendo crianças, gestantes e idosos.

  • Cenas com vítimas por arma de fogo.

  • Cobertura excessiva da mídia.

Sinais e sintomas que incluem:

  • Angústia persistente.

  • Alterações comportamentais.

  • Sintomas psíquicos significativos.



SINTOMAS PSIQUICOS SIGNIFICATIVOS PODEM INCLUIR:

•        Irritabilidade ou raiva

•        Sentimento persistente de culpa

•        Culpar os outros

•        Isolamento social

•        Medo infundado

•        Entorpecimento

•        Sentido de opressão

  • Sentindo de desamparado

SINTOMAS FISICOS PODEM INCLUIR:

  • Perda de apetite

  • Dores de cabeça ou náusea

  • Dor no peito e ofego

  • Diarreia

  • Dor de estômago

  • Hiperatividade

  • Aumento do consumo de álcool ou drogas

  • Pesadelos

  • Insônia

  • Fadiga inexplicável

  • Baixa energia


AÇÕES DAS LIDERANÇAS

Ações que podem reduzir o estresse dos recursos antes, durante e após:

  • Informar os agentes de resposta sobre o que podem testemunhar

  • Descrever o que esperar como resposta emocional própria e dos sobreviventes.

  • Enfatizar o sentimento de equipe.

  • Compartilhar a carga de trabalho

  • Compartilhar carga emocional para neutralizar emoções reprimidas.

  • Incentivar a descansar após os períodos operacionais

  • Organizar para evitar a fadiga.

  • Estimular os socorristas a manter a ingestão de líquidos durante a operação.

  • Explicar que a hidratação pode ser com água ou fluidos contendo eletrólitos

  • Alertar sobre a importâncias de não ingerir bebidas com cafeína ou açúcar refinado.

  • Organizar o debriefing 1 a 3 dias após o evento em que os agentes descrevam o que encontraram e expressem seus sentimentos de uma forma mais detalhada.

  • Alternar as equipes em Períodos Operacionais ou por tipo de tarefas (ou seja, de trabalhos de alto estresse para trabalhos de baixo estresse).

  • Incentivar os membros da equipe a compartilharem experiências.

  • Substituir gradualmente os agentes de resposta, trocando das áreas de alto para baixo estresse. Se necessário, em vez de retirar da operação um agente após concluir uma tarefa altamente estressante; atribua a ele uma atividade de baixo estresse, pois isso ajuda descomprimir gradualmente os níveis de tensão emocional.

  • Conduzir uma discussão de desativação, permitindo que os agentes descrevam o que encontraram e expressem seus sentimentos.

 

DESCRIÇÃO DE ESTRESSE


Um debriefing com foco no estresse de incidente crítico, ou DEDIC, é um tipo de intervenção que pode ser útil para os agentes de respostas. DEDIC é um dos vários componentes da gestão do estresse de incidente crítico. É um processo de curto prazo para lidar com trauma.


O objetivo do DEDIC é diminuir a chance do transtorno de estresse pós-traumático.

DEDIC é um processo formal de grupo realizado entre 1 e 3 dias após o evento. Essa terapia em grupo foi projetada pelos líderes dos serviços voluntários de emergência. Essa metodologia não é aconselhada como intervenção individual, mas apenas para se aplicada em conjunto com outros tipos de intervenção.


UM DEDIC TEM SETE FASES:

1. Apresentações e uma descrição do processo, incluindo garantia de confidencialidade

2. Revisão do material factual sobre o incidente

3. Compartilhamento de pensamentos e sentimentos iniciais sobre o incidente

4. Compartilhamento de reações emocionais ao incidente

5. Revisão dos sintomas de estresse experimentados pelos participantes

6. Instruções sobre reações normais de estresse

7. Fechamento e avaliação de necessidades adicionais


TRABALHANDO COM TRAUMA DE SOBREVIVENTES

Os sobreviventes de eventos traumáticos podem passar por uma variedade de fases emocionais e compete aos líderes estarem aptos a identificar o que encontrar:

  • Na fase de impacto, os sobreviventes em geral não entram em pânico.

  • Na fase de inventário, imediatamente ao evento, os sobreviventes avaliam os danos e tentam localizar outros sobreviventes. Nesta fase os laços sociais das rotinas tendem a ser descartados em favor das atividades de resposta inicial, como busca e resgate.

  • Nas ações de busca e resgate os sobreviventes aceitam a orientação, e é por isso que a identificação das equipes com uso de capacetes e coletes é importante.

  • Na etapa de recuperação, os sobreviventes podem expressar raiva ou culpa, por isso é importante considerar que parte da reação agressiva seja dirigida ao socorrista.


CRISE PÓS-TRAUMÁTICA

Uma crise de conduta é uma resposta natural de pessoa despreparada para lidar com uma sobrecarregada de sentimentos ao testemunhar pessoa morta ou morrendo.

Também a crise pode ocorrer ao ver a destruição de suas casas ou de objetos valiosos.

  • Resposta cognitiva. A pessoa tem atitudes irracionais, age de maneira extraordinária.

  • Saúde física. A pessoa muda de personalidade e tem dificuldade de relacionamento.


FATORES DE MEDIÇÃO

A força e o tipo de reação ao trauma variam dependendo de:

  • A experiência anterior da pessoa com eventos similares pode ser cumulativa.

  • A intensidade da perturbação pode tornar graves as reações psicológicas e fisiológicas.

  • O significado do evento para o indivíduo intensificará a reação ao estresse.

  • Pessoas expostas a traumas recentes podem não suportar estresses adicionais.

  • O tempo decorrido entre um evento anterior e o presente influenciará o estresse.

  • Os agentes de resposta não podem supor que sabem o quanto alguém está sofrendo.


LEMBRE-SE DAS CINCO FASES DO ESTRESSE.

  • Você não deve levar as atitudes superficiais dos sobreviventes para o lado pessoal.

  • Os agentes de resposta podem esperar variações nas atitudes de pessoa para pessoa,

  • A experiência desagradável faz parte do impacto psicológico causado pelo evento.


ESTABILIZAR VÍTIMAS

O objetivo da intervenção emocional na cena e estabilizar os indivíduos acometidos e estresse. Embora as condições médicas tenham a prioridade a intervenção psicológica inclui:

  • Observar os indivíduos para determinar o tipo de resposta que reduzirá o estresse.

  • Envolver os sobreviventes em atividades simples, como organizar suprimentos.

  • Ajudar sobreviventes a se conectarem com seus familiares e/ou amigos.


GARANTIR SUPORTE

  • Ouvir as vítimas descrever seus sentimentos e necessidades físicas.

  • As pessoas podem precisam falar sobre o que passaram - e alguém precisa ouvir.

  • A atenção verdadeira demonstra empatia às vítimas acometidas pela tristeza.


OUVINTE EMPÁTICO

Pode ser definido como “se colocar no lugar do outro".


Empatia é entender o ponto de vista das vítimas e tentar imaginar o que estão sentindo.

Ao ouvir relatos de dor e tristeza o ouvinte empático deve estar alerta ao trauma vicário.

  • Empatia vai além das palavras.

  • Preste atenção à linguagem corporal, face e tom da voz.

Sobreviventes podem apresentar tendência ao suicídio, e devem ser encaminhados para obter apoio emocional. No entanto, isso é bem raro para a maioria dos sobreviventes.


O QUE NÃO DIZER

  • “Eu entendo.”

  • “Não se sinta mal.”

  • “Você é forte” ou “Você vai superar”.

  • “Não chore.”

  • "Foi a vontade de Deus".

  • “Poderia ser pior”.

  • “Pelo menos você ainda tem ...”

  • “Tudo ficará bem.”

Essas frases de intervenção podem provocar resposta negativa. No entanto, se isso ocorrer, não há problema em se desculpar se a reação for negativa a algo que tenha sido dito.


MORTE NA CENA

Socorristas podem ter que lidar com morte de vítima sob seus cuidados. Neste caso:

  • Cubra o corpo.

  • Providencie remoção para o necrotério temporário.

  • Na triagem START, não remova pessoa identificada como "morta".


RESUMO

Durante a etapa da resposta, os agentes podem ficar expostos a experiências desagradáveis ​​ou desconfortáveis que causam traumas persistentes.

  • Exagerar a empatia com os sobreviventes pode sujeitar os agentes ao trauma vicário.

  • Sinais de traumas são identificados em vítimas e agentes devido a gravidade do evento.

  • Os agentes devem reconhecer os sinais e tomar medidas para reduzir o estresse.

  • O debriefing é um componente da gestão de estresse em eventos com vítimas graves.

O trauma emocional pode ocorrer:

  1. Na fase do impacto

  2. Na fase do inventário

  3. Na fase do resgate

  4. Na fase da recuperação


O estresse agudo pode acometer o cognitivo, a saúde física e as reações interpessoais.

  • Pessoas diferentes reagem de forma diferente ao estresse traumático.

  • O estresse traumático é mais comum em pessoa sem treino para lidar com a situação.

  • A intervenção deve focar em estabilizar a condição e os indivíduos.

  • A preparação para lidar com animais é um componente essencial.

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