CONDUÇÃO SEGURA (7)
- Randal Fonseca

- há 8 horas
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SIGNIFICADO DA ATITUDE SEGURA AO CONDUZIR
Um perfil histórico das atitudes na condução pode ser delineado a partir de 396 aC quando em Roma o político Lúcio Fúrio Camilo foi eleito cônsul ele concedeu às mulheres o direito de conduzir e possuir carroças.

Desde então, ao longo dos séculos, carroças evoluíram e, da mesma maneira, esforços internacionais foram direcionados a melhorar a atitude de todos na condução de veículos.
OS TRÊS PRINCÍPIOS DAS ATITUDES
Em 1964, nos Estados Unidos, foi criado o Comitê Internacional de Direção Defensiva, sob a orientação de três princípios para os condutores reduzirem “perdas de vida e patrimônio”:
Direção defensiva
Condução segura
Colisão evitável
CONJUNTO DE ATITUDES QUE VALE PARA TODOS
A designação “conjunto de atitudes” expressa como os condutores podem cooperar para manter um ambiente seguro e livre de stress na nossa comunidade viária, ao praticar o senso comum e a cortesia, reconhecendo riscos e sabendo o que fazer e o que não fazer”.
AXIOMA DA DIREÇÃO DEFENSIVA
“Conduzir para salvar vidas, economizar tempo e dinheiro, independentemente das condições ao redor e atitudes dos outros.”

Salvar vidas é o principal objetivo de dirigir de forma defensiva.
Tempo é o segundo item em importância.
As colisões, por seu turno, causam perda de tempo, e tempo é dinheiro.
O dinheiro é o terceiro elemento como fator importante para a sobrevivência.
As condições, o condutor não pode culpar o clima, a via, o trânsito, a iluminação, o veículo.
Os outros, ninguém, nem as ações inseguras, nada é “desculpa” ao conduzir.
A COLISÃO EVITÁVEL
Essa designação expressa que as colisões relatadas são avaliadas, e se constata que na sua imensa maioria a colisão poderia ter sido evitada, ficando, portanto, a interpretação das colisões não-evitáveis com um eufemismo, sob a ótica de gestores de empresas, autoridades policiais, seguradoras, advogados ou órgão emissor de licenças de condução.
REITERAÇÃO
A designação de “colisão evitável” define a “colisão na qual o condutor não fez tudo que seria razoável para evitá-la”, seja com animais, ciclistas, motociclistas ou pedestres, e todos os outros veículos da nossa comunidade viária.

Nesta definição, o termo “razoável” é empregado em vez de “possível”, porque as possibilidades são infinitas. Atitudes razoáveis e realistas são mensuráveis e podem ser aprendidas e aplicadas pelo condutor defensivo. Em síntese, a colisão é uma opção que implica a atitude do condutor. Ao adotar atitudes razoáveis as colisões e infrações são evitáveis.
O SIGNIFICADO DE COLISÃO & ACIDENTE
Desde o início da década de 1980, o ensino da Condução Defensiva está fundamentado nas “colisões evitáveis” e não de “acidentes evitáveis” já que “acidente” é uma designação de imprevisto, algo desconhecido que interrompe uma atividade social organizada.
No entanto, veículos em movimento são objetos bem-conhecidos e quando se chocam, não é um “acidente”, mas uma colisão. Mas, quando um veículo se choca contra um objeto fixo ou contra um veículo estacionado, a designação é que ocorreu uma batida.

Qualquer situação envolvendo veículos, fora do escopo de uma colisão ou batida, é definida como “incidente”. Um exemplo pode ser quando o motorista do ônibus aciona os freios e um passageiro cai de seu assento, neste caso a definição é incidente de transporte e não incidente de trânsito. Em resumo, uma colisão não é um “acidente”, pois é previsível.

Colisão resulta da atitude do condutor que não fez tudo, dentro do razoável, para evitar.
Atitudes racionais ou razoáveis, são aquelas em que o condutor emprega a “racionalidade”; por exemplo, ao reduzir a velocidade, usar faróis baixos e aumentar a distância de segurança em um dia chuvoso. Esse é um conjunto de atitudes sensatas (racionais) que os condutores podem adotar para evitar a colisão.

No entanto, um acidente é uma condição além do controle; é algo em que a atitude do condutor não está envolvida, como se um raio atingir o veículo. No exemplo anterior de condução em um dia chuvoso, se aceitarmos a ideia de acidente, então significará que o condutor não teve outra opção senão ser uma vítima inocente dos elementos da natureza.




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