CONDUÇÃO SEGURA #6

Atualizado: 17 de jun.
CONDIÇÕES NA NOSSA COMUNIDADE VIÁRIA

CONDIÇÕES DOS CONDUTORES
As condições físicas e mentais dos condutores interferem na nossa comunidade viária.
A percepção aguçada e a capacidade de aplicar ações rápidas são aspectos essenciais .
A atenção para a segurança no trânsito é um fator mental que precisa estar voltada aos mínimos detalhes ao redor que incluem interpretar atitudes que provocam confrontos.
Os cinco sentidos atuam na formação do COLCHÃO DE SEGURANÇA na condução.

CONDIÇÃO DA VISÃO
A visão é o principal sentido a contribuir com informações para o condutor. A condução segura depende de ver e entender o que viu para reagir a tempo. Diferentes recursos do veículo precisam estar em boas condições para permitir a boa visão do condutor.
Limpeza dos vidros, dos retrovisores e parasol corretos fazem parte do conjunto.

CONDIÇÃO DA AUDIÇÃO
Uma boa audição permite que o condutor perceba sons produzidos por outros condutores, a exemplo de operações nas vias e ruídos estranhos produzidos pelo próprio veículo.

CONDIÇÕES DE MOBILIDADE
Qualquer restrição a movimentos do pescoço, dos braços ou das pernas representam risco para executar tarefas simples, como: olhar ao redor, acionar pedais ou se inclinar para observar os pontos cegos por meio dos retrovisores laterais.

CONDIÇÃO DO TEMPO DE REAÇÃO
Com a idade além das limitações físicas, ocorre redução da capacidade mental para pensar rápido e reagir de imediato ao conduzir. Por exemplo, condutores idosos podem ter experiência em antecipar perigos, mas o tempo de reação é lento.

Por outro lado, os jovens podem ter um tempo de reação rápido, mas podem falhar por não possuírem experiência para antecipar perigos e prepara um estratégia de reação.

CONDIÇÕES DAS DISTRAÇÕES
Distrações gestuais quando o condutor tira as mãos do volante para manusear o celular, alcançar objetos, cuidar de uma criança, comer, beber e cuidar da aparência.
Distrações visuais quando o condutor afasta os olhos da via – para ver embaixo do assento, procurar endereços, vagas ao longo da via, digitar no celular, por exemplo.
Distrações cognitivas quando o condutor perde a concentração – como pensar sobre tarefas no trabalho, na escola ou conversar com ocupantes ou falar no celular.
ATENÇÃO: conduzir e falar ao celular envolve distrações gestuais, visuais e cognitivas.
CONDIÇÕES DE SAÚDE E USO DE MEDICAÇÃO
Vários tipos de medicações alertam sobre efeitos colaterais incompatíveis com a condução de veículo e operações de máquinas operatrizes. Estando doente, fadigado ou fazendo uso de fármacos há graves interferências na habilidade de dirigir defensivamente.

CONDIÇÕES DE TRÁFEGO
Ao conduzir é fundamental estar atento a dinâmica da nossa comunidade viária É preciso adequar o estado emocional e condições físicas para às condições de tráfego.

Dentre as dinâmicas das condições de tráfego estão as obras exigindo reduzir a velocidade. Trechos em obras utilizam sinalização vertical, horizontal, semafórica, dispositivos sonoros que alertam sobre serviços que podem incluir máquinas que entram e saem da estrada.
Outros perigos podem incluir desníveis, pedras soltas, areia e sinalizações em desuso.
CONDIÇÕES DE VER E SER VISTO
Essa condição vai além do colchão de segurança e das distâncias a serem mantidas, pois implica em ser notado. Isso envolve conhecer os pontos cegos dos diferentes tipos de veículos, e se os condutores podem ver. Por exemplos as bicicletas não possuem retrovisor.

Com muita ou com pouca luz ocorre redução na capacidade de ver ao conduzir.
CONDIÇÕES DO ESTRESSE
Condutores sob estresse tem a visão periférica definida como visão em túnel.
Por exemplo, ao conduzir em altas velocidades as margens da rodovia se tornam embaçadas, e o condutor faz apenas uma simulação cerebral, mas não será capaz de descrever o que estava o pavimento ou como era o acostamento por onde passou.

CONDIÇÕES GERAIS ADVERSAS
Adversidades básicas influenciam o comportamento do condutor, incluindo sono, pressa, discussões com ocupantes, estar sob a influência de álcool e drogas e falar ao celular.

O celular faz com que o cérebro humano tenha que fazer a gestão de ações simultâneas.
Conduzir e conversar pelo celular o cérebro fica saltando entre a atenção no trânsito e o assunto tratado pelo celular. Um exemplo pode ser de um pássaro que pula de um galho a outro, mas não tão rápido para que possa estar em ambos os galhos ao mesmo tempo.
A multitarefa física é fisiologicamente impossível para ser controlada pelo cérebro humano.

Outro exemplo é imaginar que o seu cérebro seja um salão de dança, e nele estejam dois grupos que precisam ensaiar, um de Macarena e um de Onda-onda. Os dois até podem dançar ao mesmo tempo, mas o foco dos dançarinos ficará dividido nas duas músicas.

Essa condição produz nos dois grupos um desempenho bem mais baixo. É isso que o cérebro faz com a segurança ao dirigir: o desempenho do condutor fica muito abaixo.




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