CONDUÇÃO SEGURA #5
- Randal Fonseca

- 30 de mai.
- 5 min de leitura
Atualizado: 17 de jun.
ATITUDES FATAIS AO CONDUZIR

Na nossa comunidade viária uma significativa quantidade de condutores se expõe ao risco de lesão e mortes, colocando em perigo as pessoas com as quais têm responsabilidade.

PARADOXO
Embora exista um profundo sentimento de perda de entes queridos vítimas de motoristas irresponsáveis, a indignação geral apresenta uma significativa e contundente diferença de inconformismo em relação aos sentimentos direcionados às mortes por queda de aviões.
DADOS COMPARATIVOS DE 2024
No Brasil foram 152 mortes por quedas de aeronaves.
No Brasil, nos últimos 10 anos, houve aumento significativo de queda de aviões.
No mundo, em 2024, a IATA registrou 244 mortes por quedas de aeronaves.
No Brasil o número de mortes no trânsito variou entre 32 mil e 34,8 mil.
No mundo a OMS estimou 1,35 milhão mortes no trânsito por atitude de motoristas.

COMPARATIVO DE MILHAS PERCORRIDAS
Para facilitar a comparação o cálculo está em milhas, coadunando com o padrão da aviação.
Por exemplo: 100 pessoas X 1.000 milhas = 100.000 milhas/pessoa.
Veículo automóvel: 1.5 mortes por 100 milhões de milhas/pessoa.
Voos comercial: 3 mortes por 10.000 milhões de milhas/pessoa.
Risco por ocupante: Avião comercial Veículo automóvel
Milhas voadas: 400 -
Risco por milhões: 0.12 -
Milhas rodadas: - 400
Risco por milhões: - 3.38
Fonte: US Transportation Safety
Os dados revelam a diferença de mortes por queda de aviões e mortes no trânsito, sendo de se esperar o contrário, uma vez que os motoristas têm toda condição de se defender, mas sofrem ao falhar nas decisões seguras, talvez pelo contumaz fator da intolerância.

O TRATADO SOBRE A TOLERÂNCIA (Voltaire, 1762).
(...) logo se esquece essa multidão de mortos que pereceu nas inúmeras batalhas, não somente porque é a fatalidade inevitável da guerra, mas porque aqueles que morrem pela sorte das armas podiam dar morte aos seus inimigos e não pereceram sem defender-se.
Onde o perigo e a vantagem são iguais a surpresa cessa e a piedade se enfraquece.
Mas, se um pai de família inocente é entregue nas mãos do erro ou da paixão, ou do fanatismo; se a pessoa não tem defesa alguma a não ser a sua virtude, então o grito do público se levanta, e todos passam a temer; pois vê-se que ninguém está seguro.

O PARADOXO
As pessoas que se indignam com as quedas de aeronaves, são as mesmas que contribuem com as estatísticas de mortes no trânsito. Essas pessoas apresentam compaixão pela tragédia no trânsito, mas seguem a conduzir sem aplicar as defesas que têm ao alcance.

O trânsito não é guerra, mas aplicar as táticas de defesa em combate faz a diferença.
O DIREITO A PRIORIDADE
O conceito de “direito a prioridade” nos cruzamentos produz mais lesões e danos aos veículos do que qualquer outra forma de condução perigosa. Por isso, a tática defensiva é assumir que não existe o direito a prioridade, mas sim o direito de conduzir defensivamente.
O DIREITO A PRIORIDADE INCLUI:
Respeitar as regras de cruzamentos sem sinalização.
Respeitar o sinal vermelho.
Respeitar os sinais de PARE.
Não bloquear o cruzamento.
Não respeitar a faixa de pedestres.
A ansiedade resulta da falaha de planejamento que provoca o erro no direito a prioridades.

CONTROLE DE DERRAPAGEM
Para recuperar o controle direcional em uma derrapagem, muitos condutores são ensinados a “virar o volante para a direção que a traseira do veículo estiver derrapando”. Não é isso.

Registros evidenciam que a maioria dos condutores não sabia dizer para onde a traseira do veículo estava derrapando. Nessa condição, é difícil manter a calma e determinar simultaneamente para que lado virar o volante do veículo para corrigir a derrapagem.
A ORIENTAÇÃO CORRETA PARA CONTROLAR DERRAPAGEM
A técnica adequada é “virar o volante na direção para onde o veículo estava originalmente indo antes de derrapar”. Embora o resultado seja o mesmo, é muito mais fácil lembrar para onde estava indo e executar este procedimento para controlar a derrapagem inesperada.

Os condutores precisam estar cientes que, dependendo da perda de tração, este procedimento pode ser executado várias vezes, para colocar o veículo alinhado com a pista.
ULTRAPASSAGEM SEGURA
Em vias de mão dupla, antes de uma ultrapassagem, a ação defensiva recomenda avaliar a efetiva necessidade, ou se é apenas para ficar na frente do outro, sem ganho algum.

As ultrapassagens arriscadas podem provocar pelo menos três tipos de colisões.
O mais comum é colidir com a lateral do veículo ao entrar na frente sem dar espaço. Essa é; uma condição perigosa com potencial de colisão frontal que ocorrerá se o motorista acelerar e impedir o outro de completar a ultrapassagem, ficando retido no sentido oposto.
Há o terceiro risco de colidir de frente com veículo que vem no sentido contrário.
Os cálculos de tempo de viagem, com ou sem ultrapassagens revelam que os riscos assumidos para avançar não resultaram em ganho de tempo que justificasse o perigo.
Na imensa maioria, o que ocorre é apenas ficar na frente do outro, sem nenhum ganho.

Sigas estes passos para fazer ultrapassagens:
Decida se a ultrapassagem é mesmo necessária.
Decida se a ultrapassagem é segura e legal.
Mantenha a distância de segurança de 3 segundos.
Observe a via à frente e olhe para trás.
Verifique os pontos cegos.
Sinalize a intenção.
Posicione o veículo para iniciar a ultrapassagem
Aumente a velocidade sem exceder o limite da via.
Após ultrapassar sinalize a intenção acionando o comando de seta.
Observe pelo retrovisor e ...
Avance o suficiente para entrar na frente do veículo que ultrapassou.
Mantenha a velocidade após concluir a ultrapassagem.
Desligue o comando de seta.
ULTRAPASSAGENS PERIGOSAS E DESENECESSÁRIAS INCLUEM:
Ter que exceder a velocidade da pista;
Ter que cortar a frente do veículo após ultrapassá-lo.
Ter que costurar ultrapassando alternadamente.
PREVENINDO COLISÃO FRONTAL
1. Mantenha a atenção no que vem pela frente.
Ao conduzir em rodovias de mão dupla, observe sempre o topo da próxima colina ou a entrada da próxima curva para reconhecer os perigos potenciais. Este procedimento permite planejar defesas, caso um veículo entre na pista e venha em rumo de colisão frontal.
2. Reduza a velocidade.
Ao reconhecer um perigo potencial à frente, como um veículo vindo no sentindo contrário inicie uma ultrapassagem perigosa, não use o freio, apenas retire o pé do acelerador para dar tempo de o veículo em rumo de colisão frontal retorne para o lado certo da pista.
3. Fique sempre à direita da pista.
Alinhe o curso do seu veículo à direita do centro da sua faixa de rodagem; essa é uma defesa que cria um espaço extra para o veículo em rumo de colisão passar entre os veículos.
4. Saia para o acostamento.
Se a colisão frontal for eminente opte por sair para o acostamento. As chances de sobrevivência são maiores no acostamento do lado direito. Por isso, é importante manter sempre o colchão de segurança, e observar as condições dos acostamentos é uma defesa.





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