CONDIÇÃO SEGURA (8)
- Randal Fonseca

- há 7 horas
- 6 min de leitura
VEÍCULOS ESPECIAIS

TRANSPORTE DE ESCOLARES
A segurança do transporte de estudantes em ônibus escolar depende de um conjunto de fatores capitaneado pelo motorista e auxiliado por monitor e suporte de rastreamento e comunicação por satélite.
RESPONSABILIDADES ADICIONAIS DO MOTORISTA
Realizar inspeções no veículo antes e depois de cada viagem, garantir a segurança dos alunos dentro e fora do ônibus e cumprir as leis de trânsito e as regras da escola, aceitando a contribuição autônoma do monitor que auxilia a função do motorista em manter a higiene, ajudar os alunos ao embarcar, desembarcar e colaborar na comunicação com o sistema de suporte e rastreamento da escola, sobre atrasos ou intercorrências no trajeto que envolvam problemas com os alunos.
REQUISITOS ADICIONAIS AO MOTORISTA
Realizar verificações diárias das condições de freios, luzes e combustível.
Comunicar quaisquer problemas disciplinares, acidentes, perigos no trânsito ou problemas mecânicos às autoridades escolares e, às vezes, comunicar-se com os pais ou autoridades.
Seguir os protocolos de segurança e participar das reuniões obrigatórias.
Verificar as permissões extraordinárias dos alunos, como para ir para casa com um amigo.
Submeter-se a exames de antecedentes e de saúde obrigatórios.
MONITORAMENTO REMOTO
Os ônibus escolares são dotados com tecnologias GPS e aplicativos que rastreiam a localização em tempo real, exibindo o posicionamento em um mapa digital que pode ser acessado pelos administradores, pais e responsáveis que tenham a senha.
A tecnologia rastreamento em tempo real, permite emitir alertas para que os pais confiram os horários de posicionamento e saibam quando os filhos embarcam ou desembarcaram.
Idealmente dois monitores são posicionados estrategicamente durante a viagem.

Os monitores auxiliam os alunos a embarcarem e os direcionam aos assentos, conferindo o se os cintos de segurança estão afivelados enquanto ajudam a posicionar as mochilas. Ao manter a disciplina os monitores melhoram a eficiência do sistema de transporte escolar.
TECNOLOGIAS EMBARCADAS
Os sistemas de monitoração podem enviar alertas quando um ônibus entra ou sai de uma zona predefinida, como a escola ou um bairro. Tecnologias como RFID ou códigos QR monitoram a frequência dos alunos, e se as paradas foram nos pontos corretos.
Sinalizadores de pânico no ônibus podem enviar alertas imediatos a autoridades escolares e de emergência, como a polícia. Também, alterações estratégicas de rotas ajudam criar e informar percursos mais seguros e eficientes, se e quando há impedimentos nos trajetos.

MONITORAÇÃO DOS ESCOLARES
Os monitores de ônibus além de suporte aos motoristas ficam atentos ao comportamento dos alunos para manter a disciplina e evitar bullying ou lesões. Também, auxiliam os alunos a embarcarem e desembarcar, fazem a contagem para garantir que estejam no ônibus correto auxiliando os portadores de necessidades especiais.
RESPOSTA A EMERGÊNCIAS
Os monitores precisam ser qualificados em primeiros socorros, tanto para atender crianças como adultos. Também, devem saber organizar a evacuação de forma rápida e organizada, além de controlar a situação e acalmar os alunos durante um evento indesejável.

COMUNICAÇÃO COM O MOTORISTA
Os alunos não podem falar com o motorista quando estiver em movimento. Então qualquer recomendação da família deve ser repassada ao monitor que transmite ao motorista.
Também, serão os monitores a auxiliar na comunicação entre o motorista, a escola e os pais.
CORTEJOS FÚNEBRES
Os cortejos, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, têm prioridade de passagem. sendo a ultrapassagem proibida e passível de multa. Alguns cortejos contratam motociclistas ou batedores a cavalo como complemento e para manter a fila em movimento coordenado.

CONDUTORES ENGAJADOS NO CORTEJO
Os veículos no cortejo devem se manter em fila, com o pisca-alerta ligado e em baixa velocidade. Motoristas devem ceder a passagem, mesmo nos cruzamentos com semáforo.
Todos os motoristas participando do cortejo, ficam em fila única e próximos uns dos outros, em baixa velocidade, entre 30 e 40 Km/h. Nas rodovias 55 Km/h é a velocidade máxima, mas que pode ser menor dependendo do limite de velocidade local.

CONDUTORES E CURIOSOS
Condutores de outros veículos devem aguardar antes de continuar seu caminho. Precisam dar passagem por ser gesto de respeito e segurança, e devem cumprir o Código, pois, ultrapassar um cortejo fúnebre é infração de trânsito sujeito a multa e pontos na CNH.

Os motoristas devem aguardar o último carro do cortejo que exibe duas bandeiras no capô e/ou luzes de emergência piscando indicando que o trânsito pode ser retomado.
VEÍCULOS LONGOS
Veículos longos requerem permissão especial para circular. Dentre as regras estão as placas indicativas do comprimento máximo e largura.

Veículos muito longos precisam de recursos auxiliares durante as manobras e não podem fazer ultrapassagens. Por isso, viajam sempre na faixa de rolamento à direita, deixando livre para veículos ligeiros ultrapassarem pela esquerda. Nas estradas de mão dupla os veículos longos podem depender de planejamento e apoio de batedores especializados.
OS PONTOS CEGOS
Compete aos condutores identificarem pontos cegos dos veículos longos, considerando que colisões com eles e outros veículos, 95% das vítimas ocupam os outros veículos.

Os pontos cegos dos veículos longos são muito maiores, por isso as probabilidades de colisão também são maiores. Ao ficar atrás, mantenha uma distância que permita enxergar os retrovisores em ambas as lareais, e que possa ver a face do motorista refletida no espelho, indicando que ele também pode ver os veículos ligeiros vindo por trás.
Ao ultrapassar um veículo longo, procure ver pelo retrovisor interno os dois pneus dianteiros e só então regresse à sua faixa na frente dele. É bom saber que quanto maior for o veículo, e maior for a velocidade, maior será a distância para o condutor conseguir parar.

VEÍCULOS LENTOS
Motoristas de equipamentos agrícolas (retroescavadeiras, pás carregadeiras, moto niveladoras) que circulam em vias públicas devem seguir regras específicas, considerando que são lentos por serem projetados para torque e força e não para velocidade.

As transmissões são projetadas para cargas pesadas, o que implica em baixa velocidade. Além disso, a falta de sistemas de suspensão, como em carros, e limitações de manobras contribuem para sua lentidão, exigindo que o operador priorize a segurança.
Para circular em rodovias, o veículo precisa ter largura de até 3,20 metros, estar acompanhado de outro veículo com a inscrição "TRATOR ADIANTE" e ser conduzido dentro de limites de distância e período do dia permitidos, com exceção de medidas especiais e autorizações.
Condutor categoria B para tratores de roda, e C, D ou E para outros.
Largura máxima é 3,20 metros.
Horário é com luz do dia
Distância máxima a percorrer é 40 km.
Tratores de esteira não podem circular em vias públicas.
CAMINHÃO DE LIXO
O condutor de veículos coletores é responsável pelo transporte de resíduos sólidos, sendo por isso necessário ter experiência com caminhões pesados e uma CNH na categoria D.

O motorista deve seguir rotas estabelecidas para coleta de resíduos sólidos mantendo a condução segura e a eficiência do serviço. As empresas concessionárias requerem que os motoristas tenham experiência em transporte urbano e tenham perfil de respeito social.
O material é compactado e armazenado em um compartimento interno do caminhão, permitindo otimizar a coleta enquanto reduz o número de viagens e interrupções nas vias.

TRAÇÃO ANIMAL
A tração animal emprega tanto cavalos, como burros e bois para puxar veículos de carga, sendo um tema controverso devido a maus-tratos; muitas cidades já proíbem ou regulamentam essa opção, mas ainda existem pessoas que praticam esse tipo de atividade como forma de subsistência, além de ativistas que defendem o valor cultural da atividade.

A tração animal ainda é utilizada em áreas rurais, bairros periféricos e áreas litorâneas para transporte de suprimentos básicos gerando controversas sobre a real necessidade, uma vez que ao modernizar o país coloca os animais de tração em um patamar de dignidade.

8.7 AMBULÂNCIAS
Motoristas de ambulância são responsáveis por pacientes e equipe médica, em geral conduzindo com privilégios relativamente a leis de trânsito, mas que exigem discernimento.

O setor de serviços médicos de emergência promete construir veículos mais seguros, treinar melhor seus motoristas e aumentar a conscientização. No entanto, todos os anos, as colisões envolvendo ambulâncias ainda acontecem em números gravíssimos.
A SÍNDROME DA SIRENIZAÇÃO (OU SIRENICÍDIO)
O estresse do condutor de ambulâncias é o principal fator a acelerar para chegar rápido. Os motoristas treinados por pessoal com qualificação duvidosa, seguem a acreditar que a velocidade pode salvar vidas. No entanto a pressa está a matar. As ambulâncias colidem 13 vezes mais e matam cinco vezes mais do que outros veículos por quilômetros percorridos.

Toda vez que a ambulância sai às ruas, há risco de vida envolvido – seja do paciente, da tripulação e de outras pessoas na nossa comunidade viária. Como isso pode melhorar?
Um estudo nos Estados Unidos sobre o tema concluiu que indivíduos em ambulâncias correm um risco de lesões cinco vezes maior do que nos demais meios de transporte viário. A esmagadora maioria é causada por erro humano ou negligência por parte do operador do veículo de emergência. Embora investimentos em treinamento de motoristas de ambulância tenham sido aumentados nos últimos anos, o resultado ainda mostra ser deficiente. Em outras palavras, as pessoas sabem o que devem fazer, mas não reconhecem a razão de fazê-lo, ou o que pode acontecer se não o fizerem.

E sem esse contexto essencial, o mero treinamento pode não ser suficiente. Há uma grande diferença entre educação e treinamento e o processo deve iniciar pela formação dos formadores que, em geral compactuam com as características do setor. Os centros de controle de recebimento de chamadas e envio de ambulâncias cobra dos motoristas que encurtem o tempo de viagens, pois há poucos veículos disponíveis para atender a todas as emergências. Então é possível concluir que são muitos desafios a serem corrigidos. Não basta treinar os motoristas, é preciso ensinar a todos os profissionais do sistema de serviços de emergências sobre as graves consequências.





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