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RESPONSABILIDADE E PRONTIDÃO

  • Foto do escritor: Randal Fonseca
    Randal Fonseca
  • há 53 minutos
  • 8 min de leitura

O compartilhamento de responsabilidades tem a finalidade de estabelecer prontidão de todos os atores da comunidade a ser alcançada por meio de requisitos legais, padrões de procedimentos e regulamentações afins que conscientizam as pessoas sobre as ameaças.


CONSCIÊNCIA DAS AMEÇAS

De tempo em tempo e cada vez mais impactos ocorrem em forma de inundações, incêndio florestal, vendavais, tempestades, deslizamentos de encostas, ondas de frio ou de calor, dentre outros perigos que comprometem a economia, a infraestrutura e o meio ambiente.


INAÇÃO DAS AGÊNCIAS

Embora os planos de ação estratégicos das agências governamentais sejam obrigatórios, para que as empresas, ONGs, comunidades e indivíduos possam seguir ordenanças, com responsabilidades pré-definidas, o que se constata é contumaz leniência das autoridades.


Neste estágio de desenvolvimento das tecnologias, as empresas estão optando por substituir as agências de resposta a emergências por treinar seus colaboradores e, com isso, avançar para integrar esforços coletivos, sem excluir ninguém .


No entanto, ainda há empresas privadas falham em investir em planos de ação por não conhecerem os benefícios da Gestão de Emergências para conhecer as vulnerabilidades aos riscos e tratá-los segundo prioridades economicamente orientadas identificadas.


MATRIZ DE VULNERABILIDADES

Para obter os elementos sensíveis necessários à uma matriz de vulnerabilidades que se mantenha atualizada, consistente com a dinâmica social em seus detalhes sutis, é necessário e exige um Programa Estratégico de Gestão de Emergências (PEGE) que aponte para os meios de preparar a etapa da resposta para cada tipo de desafio.


E NÃO É SÓ ISSO

As empresas estão aprimorando as ações cooperadas com os órgãos estatais de financiamento com vista a etapa de recuperação de desastres de forma rápida e eficaz.


EXEMPLO SIMPLIFICADO DE UMA MATRIZ DE VULNERABILIDADES

SOBRE TER UMA MATRIZ

Para desenvolver a Matriz que revele as fragilidades, o primeiro passo é saber quais ameaças estão presentes, formulando questões para identificar perigos e analisar os níveis de risco de cada perigo impactar, de acordo com a Gravidade e índices de Frequência.


A TERMINOLOGIA ADOTADA

Preferencialmente, a equipe precisa estar familiarizada com os termos técnicos. O ideal é contar com um profissional especializado. No entanto, essa expertise é ainda escassa, senão rara no país. Portanto, a opção será treinar um Técnico de Segurança ou Engenheiro de Segurança para formular as questões metódicas que revelam as vulnerabilidades.


A METODOLOGIA DAS QUESTÕES

As questões precisam ser objetivas para que as respostas traduzam da melhor forma a inconveniente vulnerabilidade, em relação aos riscos de perigos. Sabemos, que a todo instante um risco poderá apresentar uma probabilidade de permitir um perigo impactar.



Compete, pois, aos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento da Matriz de Vulnerabilidades examinar os locais de trabalho e/ou a comunidade para identificar os perigos, analisar o potencial de risco de cada perigo atravessar eventuais janelas de vulnerabilidades, atribuindo valores aos níveis de Gravidade de impacto e de Frequência, para chegar à Classificação da magnitude de impacto.


Se não houver perigo presente então não haverá risco de impacto (dano). No entanto, as sociedades complexas além de riscos objetivos ficam também sujeitas a riscos subjetivos; esses representam um grande desafio ao profissional que estiver conduzindo a análise. Interpretar o risco subjetivo e determinar o tipo de ameaça que pode advir de indivíduos e suas condutas não é tarefa simples.

 

A OBJETIVIDADE E SUBJETIVIDADE DOS RISCOS

Como regra geral os riscos objetivos são conhecidos, seja por histórico documental, tradição oral ou pelos registros de danos provocados por impacto. No entanto, os riscos subjetivos se destacam pelo ineditismo e pela necessidade de serem observados sob um prisma muito peculiar, já que resultam de atitudes ou costumes, ou relacionados a técnicas frágeis ou procedimentos ineficazes.


A ETAPA DA PREPARAÇÃO

Essa é a etapa que reúne elementos para fechar ou tratar as vulnerabilidades de um risco que não possa ser mitigado. Assim, uma vez que um risco é analisado e a organização precise conviver com ele, será necessário criar medidas de controle e preparar os meios para responder, garantindo que não ocorram novas falhas que sucedam a primeira falha.

O foco na análise dos riscos subjetivos deve estar voltado a entender e considerar as diversidades culturais e identificar os costumes com potencial de produzir ameaças sociais e operacionais.


CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAR OS RISCOS

Gravidade: é a PROBABILIDADE de o risco causar impacto ao passar pela vulnerabilidade.

      I. Nula

    II.  Baixa

  III.  Média

  IV.  Alta

    V. Crítica

Frequência: corresponde a PERIODICIDADE potencial de o risco causar impacto.

A. Insignificante

B. Pontual

C. Ocasional

D. Significante

E. Frequente

Classe: é a POSSIBILIDADE de o risco produzir danos, perdas e sofrimento.

  1. Desprezível

  2. Muito baixa

  3. Baixa

  4. Moderada

  5. Média

  6. Alta

  7. Muito alta

  8. Catastrófica


LISTA NFPA DE PERIGOS POTENCIAIS

1. Perigos naturais: Que podem impactar sem a interferência de pessoas:

A) Perigos geológicos (não inclui asteroide, cometa e meteoro):

a. Terremoto.

b. Tsunami

c.  Vulcão.

d.  Deslizamento de terras, lama

e.  Movimentos da crosta.

f.   Glaciais, iceberg.

B) Perigos climáticos (Intempéries):

a. Inundação, enxurrada, onda, corrente marítima.

b. Seca.

c. Fogo (florestal, matas, urbanos, e nas interfaces).

d. Neve, gelo, geada, avalanche.

e. Vendavais, ciclone extratropical, furacão, tornado, tromba d’água, nuvem de poeira.

f.  Temperaturas extremas (calor, frio).

g. Queda de raio.

h. Fome.

i. Tempestade geomagnética (explosão solar).

C) Perigos biológicos:

a.  Doenças que impactam humanos ou animais [pragas, Varíola, Antraz, vírus do Nilo, doenças bucais e cutâneas, SARS, pandemias, Vaca louca].

b. Infestação ou danos causados por insetos ou animais.

2. Eventos provocados pelo homem (antropogênicos):

A) Incidentais

a. Derrames ou vazamentos de Produtos perigosos (explosivos; líquidos inflamáveis; gases inflamáveis; sólidos inflamáveis; oxidantes; venenos; radiológicos; corrosivos).

b. Explosão/fogo.

c.  Incidente de transporte.

d. Colapso de estrutura/edificação.

e.  Falta de energia ou falha nos serviços essenciais.

f.   Falta de combustível.

g.  Poluição ou contaminação do ar e da água.

h.  Falha de barragem ou de represa.

i.   Problemas financeiros, crise econômica, inflação e colapso do sistema financeiro.

j.    Interrupção nos sistemas de comunicação.

k.   Boatos ou informação errada.

B) Intencionais

a.  Terrorismo (explosivos, químicos, biológicos, radiológicos, nuclear, cibernético).

b.  Sabotagem.

c.   Distúrbios sociais, sequestro público, histeria coletiva, movimentos civis.

d.  Ataque inimigo, guerra.

e.  Insurreição, revolução.

f.   Greves e disputas laborais.

g. Desinformação.

h. Atividade criminal (vandalismo, armação, fraude, estelionato, roubo de dados).

i.  Pulso eletromagnético.

j.   Quebra de segurança em informações físicas.

k.  Violência no local de trabalho.

l.  Contaminação por defeito em produto industrializado.

m. Assédio.

n.  Discriminação.

b)  Falhas tecnológicas não relacionadas a causas naturais ou provocadas pelo homem:

      I. Telecomunicações: internas e externas.

      II. Equipamentos de suporte: energia/força/serviços essenciais. 



PARADIGMA DAS AÇÕES COOPERADAS 

A coordenação de esforços cooperados tem a finalidade de diminuir o espaço-tempo que existe entre o momento do impacto e o início das operações de resposta na cena. Assim, estando os recursos estrategicamente preparados, a efetividade nas operações faz a diferença no resultado.


Embora o tempo-resposta possa ser tão breve como minutos, pode também chegar a três ou mais dias, dependendo das circunstâncias, da magnitude dos impactos, e dos danos, dificultando ou impedindo os mínimos deslocamentos das equipes operacionais.


Para ter sucesso nas ações cooperadas, é necessário que os líderes empresariais, comunitários e das ONGs abracem o planejamento estratégico das ações coletivas.


PARADADIGMA DAS AÇÕES COLETIVAS

Entende-se por ação coletiva aquelas um população apta a compreender e cooperar na etapa de mitigação de perigos e análise dos riscos com vista a vulnerabilidades.



A ampla e inequívoca compreensão do significado de uma ação coletiva é essencial para alcançar coordenação de esforços, de forma que a somatória de competências coadune com as ameaças.


OS ESFORÇOS COLETIVOS

Os esforços coletivos são orientados por definições que dividem os temas nos Comitês Técnicos Especializados compostos por peritos que se reportam a comandos relevantes.



A primeira tarefa dos comitês é reunir os pontos de vista representativos das organizações. Assim, as ONGs, empresas e comunidades podem se unir formando um arcabouço abrangente, de acordo com os oito princípios institucionais da Gestão de Emergências:

  1. Abrangência – considerar todos os perigos, todas as fases, todas as partes interessadas, todos os impactos e todos os danos dos desastres.

  2. Antecipação – antever a probabilidade de perigos de causas naturais e/ou antropogênicas, tomando medidas de prevenção e de preparação.

  3. Orientação – adotar técnicas e métodos para identificar perigos, analisar riscos e determinar vulnerabilidades, com vista a preparação de recursos.

  4. Integração – unidade de esforços entre todos os níveis de governo, ONGs, atores privados, indivíduos e famílias.

  5. Cooperação – rede complexa de relacionamentos entre indivíduos e organizações, construindo consenso e facilitando a comunicação social.

  6. Coordenação –partes interessadas alinhadas para atingir um propósito comum.

  7. Flexibilidade – criatividade e inovação para enfrentar desafios naturais e antropogênicos.

  8. Cientificidade – responsabilidade e conhecimento, mantendo a ética pública e privada.


FUNÇÃO DO GOVERNO NOS ESFORÇOS COLETIVOS

As agências do governo assumem a atribuição de:

  • Desenvolver e implementar arranjos efetivos de manejo e planejamento das regiões, baseando nas análises dos riscos e em outras atividades de mitigação;

  • Ter mecanismos para informar às pessoas sobre como reduzir a exposição aos perigos;

  • Ter sistemas educativos para divulgar medidas de proteção e formas de resposta;

  • Dar suporte para a indivíduos e famílias prepararem os meios de proteção;

  • Coordenar os serviços de resposta a emergências das agências, empresas e ONGs.


FUNÇÃO DAS EMPRESAS NA AÇÃO COLETIVA

As empresas podem fornecer recursos e diferentes serviços essenciais que a comunidade depende. As empresas devem planejar e testar um Plano de Continuidade de negócios.



FUNÇÃO DAS ONGs NA AÇÃO COLETIVA

As ONGs que arregimentam voluntários ocupam posição privilegiada ao ajudarem na etapa da recuperação de desastre. As ONGs devem intensificar as parcerias com setores do governo para ampliar os esforços que não devem ser percebidos como atividade autônoma.


OS INDIVÍDUOS NAS AÇÕES COLETIVAS

A etapa da recuperação de desastres tem sua pedra angular nos indivíduos e famílias que assumem a responsabilidade pela mitigação de riscos durante a etapa da recuperação no âmbito do cotidiano. Eles podem fazer isso em suas residências e logradouros usando a orientação, recursos e políticas do governo, das empresas e ONGs.



Independentemente de já existirem esforços voltados a respostas a emergências, todos os anos as comunidades experimentam incêndios florestais, inundações, deslizamento de terras e tempestades. São esses impactos que devem ser mantidos na lembrança popular para justificar os esforços voltados à proteção da economia, infraestrutura e meio ambiente.


Os registos dos desastres previnem a complacência do esquecimento que leva a inação.


RISCOS FUTUROS

Alterações climáticas severas representam ameaças que desafiam a segurança de populações estratificadas. A dimensão, a gravidade, o tempo de duração e onde impactará, são fatores difíceis de prever.


A modelagem científica aponta para o aumento da frequência e gravidade dos eventos climáticos em áreas costeiras. O nível do mar aumenta a probabilidade da erosão e inundação das áreas próximas a praias, atingindo grupos buscam melhor estilo de vida.



A fragmentação das comunidades e ocupação irregular de encostas e margens dos rios altera os níveis de risco a desastres e reduz o interesse desses grupos por participar das ações sociais locais. Isso agrava o problema, uma vez que as pessoas ocupando esses locais têm a expectativa de poder contar com o mesmo nível de acesso a serviços de resposta em qualquer lugar que decidam ir viver.


A crescente complexidade e interdependência de sistemas de infraestrutura social influenciam os processos aumentando a vulnerabilidade a impactos e gravidade das perdas.



A escalada da frequência, magnitude e vulnerabilidades aos riscos, resultam no aumento do número de chamadas às agências, gerando inconformismo nos agentes por não ter como atender, e nos chamadores, por não receberem a ajuda que entendem ter direito.


Essa pressão produz demandas políticas e cria expectativas irrealistas. Se as comunidades não receberem a ajuda que entendem ter direito perderão a confiança em suas lideranças.


Por essa razão é fundamental desenvolver a responsabilidade compartilhada.


ALGO MAIS SOBRE A RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

Com responsabilidade compartilhada os atores sociais assumem compromisso de participar nas soluções de forma que as agências não sejam elas a solução para todos os problemas e para todas as populações. Esse conceito deve ser divulgado para que indivíduos e cuidem da própria segurança, e integrem os conselhos e grupamentos de resposta.



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