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CONDUÇÃO SEGURA #3

  • Foto do escritor: Randal Fonseca
    Randal Fonseca
  • 29 de mai.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 17 de jun.

A DIFERENÇA ENTRE DIREÇÃO DEFENSIVA E CONDUÇÃO SEGURA


DIREÇÃO DEFENSIVA

Essa designação tem a ver com “assumir atitudes conscientes e legais ao conduzir”, criando um ambiente seguro na nossa comunidade viária que deixe as vias livres de stress.

Também tem a ver com conduzir considerando a condição ao redor e atitudes dos outros.


CONDUÇÃO SEGURA

Essa designação tem a ver com praticar o senso comum, a cortesia e a cooperação.

Também tem a ver com a ser responsável por tudo e todos na nossa comunidade viária.


Ambas as designações tem a ver em saber o que fazer, objetivando vidas, tempo e dinheiro.



Exemplos de atitudes defensivas e seguras podem incluir, mas não estão limitadas a:

  • Conduzir no limite de velocidade estabelecido, independente das condições.

  • Avaliar as condições climáticas.

  • Identificar as obras nas vias ao planejar o tempo de percurso nas suas rotas diárias.

  • Sinalizar suas intenções com as luzes direcionais.

  • Garantir que todos no seu veículo estejam com os cintos afivelados ao dar partida.

  • Deixar o celular em “modo silencioso”, e não usar o aparelho ao conduzir.



EXEMPLO DE AÇÃO DEFENSIVA

Estando na primeira posição do cruzamento, quando a luz ficar verde, aguarde 3 segundos.

  • No semáforo, mantenha o pedal de freio acionado para acender a luz de “stop”.

  • Se luz de freio apagar o condutor atrás poderá movimentar e colidir com a sua traseira.


Metade dos condutores e pedestres mortos logo que o semáforo exibiu luz verde foram atingidos por motoristas que cruzaram a via assim que o sinal ficou vermelho para eles.


OITO REGRAS BÁSICAS DE CONDUÇÃO SEGURA

  1. Se no cruzamento houver veículo na sua frente, pare onde consiga ver os pneus traseiros do veículo tocando o chão, deixando mais um pouquinho de pavimento.

  2. Então, quando os pneus do veículo à frente começarem mover, conte: “mil e um, mil e dois e mil e três” antes de arrancar, dando com isso a distância de segurança do veículo que estiver na sua frente.

  3. Nunca entre num cruzamento se não puder sair dele.

  4. Parar no meio do cruzamento trava o trânsito e agrava o congestionamento.

  5. As faixas amarelas no pavimento em forma de grade ou quadriculado são alertas para que os motoristas, mesmo com o sinal verde, não parem no meio do cruzamento.

  6. Mesmo com sinal verde, aguarde antes de ficar parado sobre a quadrícula, dando espaço do outro lado dessas faixas amarela para que os veículo possam cruzar.

  7. Se abstenha de avançar se o condutor apressado buzinar assim que a luz ficar verde.

  8. A atitude dos outros não deve influenciar a sua conduta de segurança.



CONTROLE SUAS EMOÇÕES

Seja o dono de suas decisões.

Nunca passe o controle das suas atitudes para outros condutores.


Mantenha sua mente voltada às técnicas seguras, considerando que a atitude de outros motoristas não deve influenciar à sua maneira de dirigir defensivamente.

Fique sempre no comando das suas decisões. As atitudes dos outros e as condições ao seu redor não devem modificar a sua forma segura de conduzir na nossa comunidade viária.



Sua segurança no trânsito implica em saber que desde às 21H00 horas da sexta-feira até às 6H00 da manhã da segunda-feira, e nas madrugadas que antecedem feriados, a ingestão de álcool e uso de drogas aumenta, alterando o senso de julgamento dos motoristas.


O estado mental alterado ocorre antes de a pessoa perceber ou demonstrar a embriaguez.



DEFESAS PARA NÃO COLIDIR

Colisão evitável é quando o condutor não faz tudo que seja RAZOÁVEL para evitá-la.


A colisão pode ser evitada se o condutor mantiver as três diretrizes essenciais:

  1. Reconhecer o perigo

  2. Planejar uma defesa

  3. Aplicar a defesa correta a tempo


A condução segura usa a estratégia do COLCHÃO DE SEGURANÇA perguntando E SE?


Perguntar "E SE" leva a sua mente para o futuro. Isso significa ganhar tempo para prever ameaças e conseguir planejar uma tática defensiva e aplicar a manobra em tempo certo:

  • Em áreas urbanas, observe um ou dois quarteirões à frente.

  • Em áreas rurais ou vias rápidas, observe a próxima colina, curva ou viaduto.


Ficar distraído ao conduzir compromete o tempo de percepção e de reação, então:

  • Mantenha atenção e concentrado na condução

  • Observe em todas as direções.

  • Reduza a velocidade.

  • Mantenha distância de segurança.

  • Decida qual a técnica mais segura para a situação.

  • Reconheça os padrões de condução ao seu redor

  • Selecione a técnica correta para reagir

  • Motoristas distraídos costumam reagir usando uma técnica errada


O SIGNIFICADO DE COLCHÃO DE SEGURANÇA

O "colchão de segurança" é um exercício mental praticado durante a condução.

O condutor seguro ao praticar o colchão de segurança se posicionará à frente dos desafios.


Esse exercício deve começar no momento em que decidir conduzir.

  • Ao se aproximar do seu veículo, observe tudo que há no entorno e por debaixo.

  • Procure por eventuais obstáculo ou animal deitado perto ou por debaixo.

  • Inicie caminhando pela traseira e indo para o lado direito

  • Dê a volta pela frente antes de acessar a porta pelo lado esquerdo.

  • Ao entrar, lacre as portas, afivele o cinto.

  • Antes de dar a partida, verifique os retrovisores.

  • Certifique-se de que nada mudou e só então ligue o motor.



PLANEJE O ROTEIRO E ESTABELEÇA ALTERNATIVAS.

  • Ao conduzir em áreas urbanas, observe um ou dois quarteirões à frente.

  • Ao conduzir em áreas rurais ou vias rápidas, observe a próxima curva ou viaduto.


MANTENHA O ESTADO DE ALERTA

  • Concentre na condução usando o “E SE” para se antecipar a eventos possíveis.

  • De acordo com o identificar, prepare uma defesa.

  • Entenda quais as consequências das decisões tomadas ao conduzir.

  • Continue a observar em todas as direções.

  • Alimente continuamente o colchão de segurança.

  • Planeje defesas, como reduzir a velocidade e distância de segurança

Essas defesas aumentam o tempo de reação para não colidir.


CONSIDERE OUTROS TIPOS DE VEÍCULOS NA VIA

A condução segura inclui ter em mente o que os outros podem fazer.

A nossa comunidade viária inclui, por exemplo moto-entregas e ciclistas.

Esses, na nossa comunidade viária, são apressados e serpenteiam por entre os carros.


AS ETAPAS DA COLISÃO

A Fórmula de H.W. Heinrich” divide a colisão em três etapas.


Mesmo conduzindo defensivamente haverá sempre a possibilidade de ocorrer uma colisão. A e a dinâmica dos impactos será diferente se os ocupantes estiverem utilizando o sistema de proteção que contribui por fazer a diferença na sobrevivência.


Todas as colisões de veículos envolvem três impactos.


  1. O IMPACTO DO VEÍCULO

A primeira etapa da colisão envolve o veículo. Com o impacto o veículo deforma e muda de trajetória ao absorver energia e parar bruscamente. Isso ocorre em aproximadamente 1/10 de segundo. Ao deformar, a parte frontal dissipa parte da força do impacto e amortece as demais áreas do veículo. Como resultado, o compartimento dos ocupantes sofre uma parada mais gradual do que a dianteira.


  1. O IMPACTO HUMANO

O segundo impacto ocorre quando o veículo para. No momento do impacto, os ocupantes sem cinto de segurança continuam a viajar na mesma velocidade original do veículo. Imediatamente após o veículo parar, os ocupantes sem cintos são lançados contra painel, vidros e outras partes do interior do veículo.


Outra forma de impacto humano ocorre entre os ocupantes:

  • Os sem cinto de segurança colidem entre si causando lesões graves ou fatais;

  • Um ocupante sem o cinto colide contra os outro, causando lesões graves ou fatais;

  • Todos os ocupantes são direcionados ao ponto do impacto;

  • Os no banco traseiro sem cinto colidem contra os que estiverem no dianteiro.


  1. O IMPACTO DOS ÓRGÃOS


É neste terceiro impacto que ocorrem as lesões mais graves ou fatais.

O impacto das vísceras ocorre após o corpo dos ocupantes pararem completamente.

Porém, os órgãos internos colidem contra outros órgãos, músculos e ossos.


Na terceira colisão as lesões graves ocorrem por não usar o cinto de segurança.


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