ANÁLISE (1) RISCO ELÉTRICO
- Randal Fonseca

- há 23 horas
- 4 min de leitura
DEFINIÇÃO DE CONCEITOS
O risco elétrico pode ser conhecido, mas a gestão de emergências pode estabelecer padrões operacionais por meio de um processo analítico, para reduzir lesões e morte.

O método inclui as recomendações para mitigar e mesmo eliminar ameaças.
A Gestão de Emergências é uma disciplina da Ciência Social que ingressa nos sistemas administrativos com a finalidade planejar medidas de proteção contra eventos indesejáveis.
O objetivo identificar os perigos e analisar os fatores de riscos, determinando as vulnerabilidades potenciais para equipar e treinar o pessoal com foco na segurança.
A Gestão de Emergências pode ser descrita como a organização da responsabilidade e dos recursos para lidar com todos os aspectos produtivos, dividindo em etapas que incluem as estratégias da preparação, as táticas de resposta e os recursos da recuperação de danos.
TIPOS DE RISCOS ELÉTRICOS
O termo “risco” enceta avaliar a probabilidade de um perigo impactar.

Já a natureza do risco pode ser dividida em risco dinâmico e risco puro.
a) O risco dinâmico está associado aos custos de se empreender uma ação.
As decisões podem ser tomadas em função das chances de ganho ou de perdas.
b) O risco puro se apresenta sem chances de benefícios.
A decisão de aceitar este tipo de risco é fundamentada no quanto está dispostos a perder. Um exemplo de risco puro pode ser obtido ao ficar a observar uma tempestade elétrica. Embora consciente da probabilidade de ser atingido por uma descarga o risco é assumido.
FATORES DE RISCO
Para identificar os fatores de risco é necessário considerar três questões:
Na ação, existe probabilidade de produzir uma vítima ou perda patrimonial?
Qual a necessidade premente de se realizar a ação?
A ação pode ser postergada para que se possa eliminar o risco identificado?

Quando um destes três fatores dispostos nos ângulos de um triângulo equilátero não for contemplado, não for assegurado, o sistema de proteção falhará e a perda ocorrerá.
Para avaliar os riscos é recomendável considerar:
Praticamente certo: a perda/sofrimento ocorrerá.
Provavelmente certo: ocorrer perda/sofrimento é maior do que a de não ocorrer.
Relativamente provável: há probabilidades de ocorrer do que de não ocorrer.
Improvável: o evento é menos provável de ocorrer do que de ocorrer.
Probabilidade desconhecida: não há dados para definir se ocorrerá o impacto.
Nunca considere que a probabilidade é desconhecida sem avaliar todos os fatores de risco.

Para cada perigo identificado é necessário propor uma técnica ou método específico de analisar os riscos e então determinar os níveis de vulnerabilidades a cada risco analisado.
MÉTODOS E TÉCNICAS DE CONTROLE DE RISCOS
Em cada situação, de acordo com a área e indivíduos envolvido nas ações, o método e as técnicas de controle de riscos precisarão ser tanto práticos como exequíveis, assim:
O risco pode ser mitigado ou eliminado quando o fator de vulnerabilidade tenha sido solucionado de forma incondicional. Por exemplo, ao ancorar uma escada, ou utilizar o EPI adequado pode não ser suficiente se a operação precisar ser executada sob condições adversas, e com isso, a ação de controlar o risco seja inexequível.
O risco pode ser apenas mitigado de forma compatível com a qualificação técnica do pessoal, mas será imperativo que todos sigam os métodos estabelecidos.
As operações sejam parte das rotinas diárias e o método de aplicar as técnicas seja simples e exequível, e que o fator vulnerabilidade está totalmente eliminado.
O risco pode ser afastado do perigo ao postergar uma operação, como ao aguardar uma condição climática favorável, ou ao colocar barreiras de proteção, ou subdividindo o risco para eliminar as vulnerabilidades que tenham sido determinadas.
O risco pode ser transferido a serviços de terceiros que disponham de mais recursos e métodos para aplicar as técnicas ou para implementar um sistema que permita garantir que a perda/sofrimento, seja corrigida a tempo, por tática na cena, pronta para atuar.
O risco é aceito como fator inseparável da atividade. Essa é a razão pela qual as provisões e dispositivos da Norma Regulamentadora (NR10) sobre os perigos e riscos.

CONTRAMEDIDAS PARA RISCOS ELÉTRICOS
Não existe um método padrão, uma fórmula mágica, uma técnica ou tecnologia que possa efetivamente proteger trabalhadores e patrimônio relacionados aos riscos elétricos.
As medidas de segurança para riscos elétricos são aplicadas em camadas, e selecionadas para juntas alcançarem o nível de proteção definido para uma determinada operação/tarefa.
As camadas devem ser interativas e interdependentes.
Cada ação deve ser, escalonada dentro de um quadro que defina e circunscreva o perigo iminente, os riscos potenciais, as vulnerabilidades e os níveis prováveis de gravidade.

Esse processo não pode ser classificado como “sim ou não”, como se estivesse aplicado ao sistema de múltiplos disjuntores “seguros-inseguros”. Não se trata de branco no preto, é tudo cinza. Não há como pré-estabelecer qual a gradação de cinza que estamos a referir.

O objetivo das contramedidas, que empregam camadas superpostas de segurança, tem a finalidade de afastar ao máximo o risco do perigo e mitigar as perdas/sofrimento. Cada camada responde por uma defesa, em face do risco analisado, quantificado e assumido.




Comentários